20:40 21 Maio 2019
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    Bombardeiro X-H-6 da Força Aérea da China

    Mídia: bombardeiro chinês com mísseis balísticos poderia completar tríade nuclear

    © REUTERS
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    A Força Aérea do Exército Popular de Libertação da China (PLA, na sigla em inglês) teria colocado em serviço a última modificação do seu bombardeiro estratégico H-6N, armado com mísseis balísticos CH-AS-X-13.

    A nova versão do H-6N tem novos motores mais potentes, aviônica atualizada, maior raio de ação e carga útil, bem como menores necessidades de manutenção, informa o site Military Watch.

    Segundo o portal, o míssil balístico CH-AS-X-13 deriva alegadamente do míssil balístico terrestre DF-21, que atualmente está em serviço no Exército chinês. O míssil tem um alcance de cerca de 1.800 quilômetros, enquanto o bombardeiro H-6N é capaz de superar por volta de 6.000 quilômetros. Mesmo combinando os dois raios de ação, isso ainda deixaria o continente americano fora de alcance.

    "Desse modo, visto que o raio de ação do novo míssil é limitado, tal significa que o bombardeiro H-6N equipado com este míssil é mais tático que estratégico. Levando em conta a doutrina militar da China, isso indica que o CH-AS-X-13 pode não ser um meio nuclear", afirma o portal.

    Os bombardeiros estratégicos da Rússia e dos Estados Unidos, tais como D-2 Spirit e Tu-160 Blackjack, são capazes de atingir outro continente, o mesmo não acontecendo com o avião chinês, ou seja, este é incapaz de lançar ataques nucleares ao continente americano – o principal alvo da dissuasão estratégica chinesa.

    Vale ressaltar que a capacidade do míssil de atingir alvos a velocidades hipersônicas de Mach 10 com alta precisão permitiria destruir um superporta-aviões estadunidense em um único ataque, escreve o portal citando o Instituto Naval dos EUA.

    Destróier chinês (imagem refenrecial)
    © AP Photo / Dai Zongfeng/Xinhua
    "Assim, embora o H-6N possa dar à tríade nuclear da China uma terceira componente, o PLA ainda não dispõe de um meio eficaz para efetuar ataques nucleares de longo alcance altamente eficazes por via aérea, necessários para constituir uma dissuasão estratégica viável – uma capacidade que só a Rússia e os EUA possuem", escreve o autor do artigo.

    No entanto, o desenvolvimento de mísseis balísticos de lançamento aéreo poderia contribuir para o desenvolvimento de aeronaves capazes de ataques nucleares estratégicos, em particular no âmbito do projeto do bombardeiro furtivo H-20, que deverá ter alcance intercontinental, escreve o autor do artigo no Military Watch.

    Segundo o relatório divulgado pelo Departamento de Defesa dos EUA, os novos bombardeiros equipados com mísseis nucleares de alcance intermediário proporcionaram ao PLA a terceira componente da tríade nuclear, junto com os mísseis lançados do solo e de submarinos.

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    Tags:
    Força Aérea da China, China
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