11:31 26 Junho 2019
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    Destróier USS Donald Cook (imagem de arquivo)

    Mar Negro não é área de passagem para navios da Marinha dos EUA, diz especialista

    CC0 / Marinha dos EUA / wikipedia.org
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    O destróier americano USS Donald Cook entrou no mar Negro pela segunda vez desde o início de 2019. Para o analista militar Aleksandr Zhilin, os americanos perseguem dois objetivos com estas ações.

    O Centro de Gerenciamento da Defesa Nacional da Rússia informou que a embarcação está armada com mísseis de cruzeiro (principalmente Tomahawk) mas que suas ações estão sendo monitoradas pela Frota do Mar Negro, que estabeleceu vigilância contínua com a ajuda dos navios russos de reconhecimento Orekhovo-Zuevo e Ivan Khurs.

    Especifica-se que o navio de guerra americano entrou no mar Negro na terça-feira (19) às 17h do horário de Moscou (11h no horário de Brasília).

    Já o serviço de imprensa da Marinha da Ucrânia comunicou que o destróier americano chegará ao porto de Odessa no dia 25 de fevereiro.

    Recentemente, o ministro ucraniano das Relações Exteriores, Pavel Klimkin, havia informado que navios da OTAN fariam uma visita à cidade ucraniana.

    Para o especialista militar, coronel aposentando Aleksandr Zhilin, a atual situação na Ucrânia é uma das razões pelas quais o destróier americano entrou no mar Negro.

    "Penso que isto se deve ao fato de a Ucrânia estar realizando uma campanha eleitoral ativa e terem apostado no [Pyotr] Poroshenko, razão pela qual estas paixões antirrussas são exacerbadas. Toda a campanha eleitoral na Ucrânia se baseia na russofobia. Para fazer isso é preciso assustar as pessoas", disse o analista ao serviço russo da Rádio Sputnik.

    "Visitas regulares ao mar Negro por navios dos EUA têm propósitos de reconhecimento explícito, quando é feito reconhecimento técnico-militar e de outro tipo. O fato de nossos navios de guerra estarem escoltando um navio americano mostra que estamos falando sério, e tentamos controlar tudo isso. Acho que devemos reforçar a nossa posição, porque o mar Negro não é um área por onde todos podem passar à vontade", disse o especialista militar.

    O deputado da Crimeia Mikhail Sheremet chamou atenção ao fato de que os EUA começaram a abusar do espírito pacífico e de contenção da Rússia, acrescentando que a política agressiva dos EUA não pode continuar infinitamente.

    No dia 19 de janeiro, o Donald Cook já havia entrado nas águas em questão para realizar exercícios conjuntos com a Geórgia no porto de Batumi, tendo permanecido no mar Negro durante nove dias.

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    Tags:
    águas internacionais, USS Donald Cook, Marinha dos EUA, mar Negro
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