17:25 23 Abril 2019
Ouvir Rádio
    Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala durante uma manifestação em Caracas

    Análise: EUA já estão com plano elaborado para intervir militarmente na Venezuela

    © Sputnik / Carlos Herrera
    Análise
    URL curta
    Crise política na Venezuela se agrava (163)
    38409

    Washington acredita que o tempo de diálogo com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já passou. O analista russo Egor Lidovskoi revela por que os EUA não estão dispostos a dialogar com Caracas.

    O enviado especial dos EUA à Venezuela, Elliott Abram, declarou que o tempo para dialogar com Maduro já passou e criticou a reunião do Grupo de Contato Internacional (GCI), convocada por Uruguai e México e realizada em Montevidéu, declarando que os EUA não estão interessados em entrar no Grupo de Contato.

    O diretor-geral do Centro Latino-Americano Hugo Chávez, Egor Lidovskoi, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik por que os EUA querem derrubar o governo de Maduro.

    "Acredito que os EUA já desenvolveram para si mesmos um plano solucionador do conflito, mais precisamente um plano de intervenção militar", afirmou. 

    Para o analista, levando em conta a quantia gasta pelos EUA para concretização do que querem (segundo algumas estimativas se trata de até quatro bilhões de dólares ou 15 bilhões de reais), os norte-americanos não estão dispostos a dialogar.

    "Os EUA não querem dialogar justamente porque o diálogo é contrário aos seus interesses. O mais importante para eles é derrubar o presidente Maduro, porque é claro que, em qualquer sistema político, o acesso a recursos petrolíferos é o muito importante para os EUA, enquanto Maduro se manifesta a favor de os recursos petrolíferos continuarem sendo do governo bolivariano. É por isso que os americanos querem derrubá-lo [Maduro], eles não planejam resolver problemas internos venezuelanos", opinou Lidovskoi.

    No dia 3 de fevereiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que uma intervenção militar dos EUA na atual crise política da Venezuela é "uma das opções". Maduro, por sua vez, afirmou que o "petróleo e os recursos naturais" da Venezuela são a razão pela qual Trump pode "declarar guerra à Venezuela".

    A crise política venezuelana se agravou em 23 de janeiro, depois que Juan Guaidó se declarou presidente interino do país durante protestos antigovernamentais realizados nas ruas de Caracas. O atual presidente, Nicolás Maduro, acusou Washington de estar orquestrando um golpe na Venezuela, tendo chamado Guaidó de "marionete dos EUA".

    O líder da oposição tem sido apoiado pelos EUA, Brasil e outros países. A Rússia, China, México e Turquia estão entre as diversas nações que manifestam seu apoio a Maduro como chefe de Estado legitimamente eleito do país.

    Tema:
    Crise política na Venezuela se agrava (163)

    Mais:

    Maduro sobre declaração do Grupo de Lima: 'Não sabemos se devemos rir ou vomitar'
    Maduro garante que Trump sofrerá derrota maior do que a sofrida no Vietnã
    Tags:
    intervenção militar, Nicolás Maduro, EUA, Venezuela
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar