11:24 20 Maio 2019
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    Vista da janela do avião da cidade de Sevastopol, localizada na península da Crimeia (Rússia)

    Analista político explica por que não pode haver armas nucleares na Crimeia

    © Sputnik / Vitaliy Belousov
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    Notícias sobre a presença de armas nucleares na Crimeia foram classificadas como falsas pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova. O cientista político Vladimir Dzharalla explicou por que a Rússia não tem intenção de colocar armas nucleares na península.

    A porta-voz russa comentou durante briefing, ocorrido na quinta-feira (13), o artigo publicado no jornal The Guardian do comissário europeu para a Segurança, Julian King, sobre a situação no estreito de Kerch.

    De acordo com King, a Rússia estava se preparando para "apreender navios no mar de Azov", para o qual espalhou falsas acusações contra a Ucrânia.

    Zakharova comentou dizendo que "é difícil de entender por que uma pessoa divulgaria tais notícias falsas", classificando as declarações do diplomata como "ficções". Já a Duma de Estado da Rússia chamou essa afirmação de vazia.

    Outra alegação infundada veio por parte do chanceler ucraniano Pavel Klimkin, que acusou a Rússia de militarizar a península, afirmando que o país transformou a Crimeia em uma enorme base militar.

    Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista da Crimeia, Vladimir Dzharalla, comentou o assunto.

    "Se alguém declarar que existem armas nucleares na Crimeia, então eu gostaria primeiro de obter provas. Acredite, elas são sempre inequívocas. Há um segundo ponto: esta colocação é uma violação das obrigações internacionais, o que é absolutamente atípico para a Rússia", disse o analista.

    Dzharalla afirmou que a Rússia segue à risca todas as leis e tradados negociados, e acrescentou que a publicação de King é uma tentativa de acusar Moscou "com o propósito de justificar um passo bastante perigoso" sobre essa questão.

    "Há um terceiro ponto que é técnico: armas nucleares, em virtude de suas capacidades, podem ser aplicadas a partir de qualquer ponto, em que estão localizadas na Rússia. Portanto, não há problemas a este respeito", comenta o especialista da Crimeia.

    Em 25 de novembro, ocorreu uma violação da fronteira russa por três navios da Marinha da Ucrânia, resultando na detenção dos navios e de 24 tripulantes a bordo. Segundo o presidente russo, Vladimir Putin, a invasão hostil foi intitulada de "provocação" e usada como pretexto pelo líder ucraniano para aumentar sua baixa popularidade às vésperas das eleições.

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    Tags:
    armas nucleares, notícias falsas, Duma de Estado, Maria Zakharova, estreito de Kerch, Crimeia, Ucrânia, Rússia
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