05:56 22 Agosto 2019
Ouvir Rádio
    Navio no estreito de Kerch que une o mar Negro ao mar de Azov

    Por que Ucrânia tornou secretas informações sobre navios militares?

    © Sputnik / Georgy Zimarev
    Análise
    URL curta
    2182

    As autoridades de Kiev tornaram secretas as informações sobre o envio dos navios de guerra ao estreito de Kerch porque temem que seja desmascarado o incidente que ocorreu no final de novembro, afirmou o vice-presidente do Conselho Consultivo da República da Crimeia, Aleksandr Formanchuk.

    Nesta segunda-feira (10), a agência de notícias ucraniana Ukrainskie Novosti relatou que o comando das Forças Armadas da Ucrânia tornou secretas as informações sobre o envio de navios ucranianos ao estreito de Kerch em 25 de novembro. O fato de essa informação ser segredo de Estado foi mencionado na resposta enviada à edição e assinada pelo almirante Igor Voronchenko, comandante da Marinha da Ucrânia.

    "Eles não querem divulgar os dados que podem expô-los em termos de ações provocatórias. Eles querem esconder informações que poderiam ser desagradáveis para Kiev em termos de análise", disse Formanchuk à Sputnik.

    Segundo ele, em princípio essa decisão de Kiev não é importante.

    "Sabemos que a Ucrânia não dispõe de uma marinha tal […] suas forças navais não são importantes. Mas mesmo aquilo que têm, eles usam com a finalidade de fazer provocações", destacou.

    Ao mesmo tempo, o especialista militar russo Igor Korotchenko comentou que o comando das Forças Armadas da Ucrânia classificou as informações sobre o incidente no estreito de Kerch para esconder a verdadeira missão dos navios ucranianos.

    "O principal objetivo era organizar um confronto armado com as forças russas e demonstrar uma morte heroica dos marinheiros ucranianos", esclarece.

    Segundo o especialista, o outro objetivo era fazer uma incursão no mar de Azov através do estreito de Kerch. Isso foi preparado como uma provocação desde o início, por isso Kiev classificou as informações sobre o incidente, para evitar que o lado russo exponha as evidências.

    Em 26 de novembro, após o incidente com navios ucranianos no estreito de Kerch, a Suprema Rada (parlamento ucraniano) aprovou a imposição da lei marcial por um prazo de 30 dias, abrangendo diferentes partes do país, decisão que já havia sido tomada pelo presidente Pyotr Poroshenko.

    Na véspera, em 25 de novembro, três navios da Marinha ucraniana, Berdyansk, Nikopol e Yany Kapu, violando os artigos 19 e 21 da Convenção da ONU sobre o Direito Marítimo, cruzaram a fronteira da Rússia. Os navios realizaram manobras perigosas durante várias horas sem reagir às exigências das embarcações russas que os acompanhavam.

    Foi tomada a decisão de usar armas. Os navios ucranianos foram detidos. Durante o incidente, três militares ucranianos ficaram levemente feridos. Eles receberam assistência médica e não correm risco de vida. A Rússia abriu um processo criminal por violação da fronteira.

    O presidente russo, Vladimir Putin, considerou esse incidente no estreito de Kerch como uma provocação planejada pelo presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko. Em particular, o líder russo indicou que tudo foi organizado a fim de introduzir a lei marcial na Ucrânia, e assim adiar as eleições presidenciais.

    Mais:

    Lei marcial gera custo de US$ 125 milhões ao Banco Nacional da Ucrânia
    Ucrânia transfere drones de ataque para Donbass
    Ucrânia tem potencial para criar armas nucleares, diz general ucraniano
    Tags:
    incidente, informações secretas, navios de guerra, Forças Armadas da Ucrânia, Marinha da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, Vladimir Putin, Estreito de Kerch, Kiev, Rússia, Ucrânia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar