03:58 20 Outubro 2019
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    Bashar Assad, Damasco

    Especialista não acredita na ausência de intenções dos EUA de derrubar Assad

    © AFP 2019 / Louai Beshara
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    Os Estados Unidos, ao declararem sua falta de intenção de mudar a liderança da Síria, estão tentando remover de si próprios o rótulo de agressor, percebendo que o cenário da Líbia não pode ser repetido na Síria por causa dos militares russos, disse Andrei Suzdaltsev, vice-reitor na Escola Superior de Economia de Moscou.

    Mais cedo, o representante especial dos EUA para a Síria, James Jeffrey, disse em entrevista à RIA Novosti e ao jornal Kommersant que os Estados Unidos, embora considerem o presidente sírio Bashar Assad como um criminoso de guerra, não pretendem mudar a liderança na Síria e não querem que ela colapse, mas ao contrário, defendem a integridade territorial da República Árabe.

    De acordo com o cientista político, a presença dos militares russos na Síria muda completamente a situação, impossibilita todos os projetos dos EUA de dividir o território do país. A repetição do cenário líbio é impossível devido à presença de tropas russas.

    "Portanto, tais declarações são um movimento tático destinado a remover as acusações contra os EUA como país agressor, que não foi convidado ao território, e que até ameaça o atual regime", afirmou o cientista, acrescentando que depois destas declarações as acusações aparentemente são retiradas e os EUA ficam aos olhos da comunidade internacional como combatentes contra os terroristas, o que já parece nobre.

    Segundo ele, os Estados Unidos estão conscientes que a situação na Síria é diferente da existente no Iraque e na Líbia.

    "Os Estados Unidos levam em conta o fato de que, enquanto a Rússia estiver presente na Síria, será necessário coordenar suas ações com ela", observou ele.

    A coalizão liderada pelos EUA atua desde 2014 no Iraque e na Síria com o alegado objetivo de derrotar o grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e em vários outros países), o autoproclamado Estado Islâmico. No entanto, as ações da coalizão na Síria são realizadas sem autorização das autoridades do país.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    declarações, regime, derrubar, agressão, Daesh, James Jeffrey, Bashar Assad, Rússia, Líbia, Iraque, EUA, Síria
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