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    NYT sugere que KGB russa é responsável por eleição de Donald Trump

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    Mesmo depois de a KGB russa ter deixado de existir há quase três décadas, os EUA continuam acusando essa estrutura de interferência nas eleições, propaganda, desinformação, ou seja, de todos os problemas e fracassos que afetam o país.

    O jornal estadunidense The New York Times (NYT) publicou recentemente três vídeos em que alegadamente revela um plano elaborado pela KGB — Comitê para a Segurança do Estado da União Soviética — para abalar os pilares da sociedade nos EUA.

    Em resumo, as filmagens da mídia norte-americana sugerem que a KGB, apesar de não existir já há várias décadas, minou com sucesso a estabilidade dos Estados Unidos. Os jornalistas do NYT afirmam que a alegada intervenção da Rússia nas eleições presidenciais foi tão eficaz que "os americanos usam as instruções russas para lutar uns contra os outros e nem sequer suspeitam disso".

    Em particular, segundo o jornal, as eleições de 2016, nas quais Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos, não são nada mais que a culminação de uma suposta campanha liderada por Moscou durante décadas para rasgar o Ocidente em partes diferentes.

    Em seus vídeos, o NYT sugere que todas as coisas ruins que hoje estão acontecendo na sociedade e no sistema político norte-americanos representam o resultado de uma campanha de desinformação iniciada pela KGB na década de 1980 e que até agora alcançou o nível internacional.

    No entanto, segundo acredita o jornalista russo Ivan Danilov, a mídia dos EUA tenta mostrar que todo o discurso político norte-americano moderno foi realmente escrito nos laboratórios de informação da KGB. E essa tarefa é resolvida da seguinte maneira: os jornalistas formularam os "sete mandamentos da desinformação da KGB" e aplicaram esses "mandamentos" a campanhas de informação realizadas pelos partidários de Trump.

    Uma das evidências principais que apresenta o NYT é a pessoa de Ladislav Bittman, que alegadamente desenvolveu métodos de influência informática contra as "democracias ocidentais", especialmente contra os EUA.

    No entanto, Bittman não trabalhou nem um só dia nesse Comitê russo, pois era um funcionário dos serviços secretos tchecoslovacos, que depois de 1968 fugiu para o Ocidente.

    "De onde poderia um desertor tchecoslovaco obter dados detalhados sobre os métodos de operações de informação da KGB nos EUA na década de 80?", surpreende-se o colunista, adicionando que os especialistas do NYT não se colocam essa pergunta, bem como a maioria da sociedade americana.

    Na opinião de Danilov, atualmente os países ocidentais veem propaganda russa, organizada pela KGB, por toda parte, especialmente em eventos políticos.

    Ao mesmo tempo, o jornalista russo destaca que "as tecnologias estadunidenses, elaboradas para combater dissidências nos países do Terceiro Mundo, levarão aos mesmos resultados nos próprios EUA: escalada de conflitos internos, degradação da sociedade, provação de direitos civis e, cedo ou tarde, a uma guerra civil".

    Finalmente, o colunista da Sputnik indicou que seria justo se essas tecnologias acabassem com o império dos EUA, adicionando que os russos sobreviverão a que a KGB seja acusada dos problemas da sociedade ocidental.

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    Tags:
    culpa, sociedade, interferência russa, propaganda, desinformação, serviço secreto, Eleições dos EUA 2016, NYT, KGB, Donald Trump, Rússia, EUA
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