08:28 13 Dezembro 2018
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    Marinheiros americanos designados para o destróier de classe Arleigh Burke, USS John S. McCain, abaixam o mastro enquanto o navio se dirige para uma patrulha de rotina na região Indo-Ásia-Pacífico

    Trump estaria tentando oscilar à beira da guerra com China?

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    Após o incidente com os navios de guerra chinês e americano no domingo (30), Pequim exigiu que Washington interrompesse imediatamente ações provocativas de sua Marinha no mar do Sul da China, comunicou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying.

    O cientista político Yevgeny Ben, durante entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, opinou que a atual doutrina americana prevê relações de confronto com a China.

    Chunying informou que a China tomará medidas necessárias para proteger a soberania nacional e segurança e pediu aos americanos que "corrijam imediatamente seus erros", "para evitar danos às relações bilaterais, paz e estabilidade na região".

    Ela adicionou que Washington recorre constantemente a ações provocativas e, usando pretexto da "liberdade de navegação", violam as normas internacionais e ameaçam a soberania chinesa.

    Foi informado que, no dia 30 de setembro, um destróier chinês prosseguiu a uma distância de 41 metros de um navio de guerra da Marinha dos EUA, que cumpria missão perto das ilhas disputadas.

    Porém, o Estado chinês afirmou que a embarcação americana entrou na área sem permissão e, devido a isso, colidiu seu navio contra o destróier dos EUA, advertindo para que deixasse o local. 

    O publicitário e politólogo, Yevgeny Bem, considera ações de Washington perigosas.

    "Os Estados Unidos estão presentes há muito tempo nesse espaço aquático e estão constantemente provocando a China. Além disso, a iniciativa do regime de impostos veio dos Estados Unidos. Trump desde a época da campanha eleitoral já tinha um posicionamento de expulsar a China da arena internacional em termos de influência financeira, econômica e política. A doutrina de Trump prevê o agravamento das relações com a China", disse Ben.

    "Nesse tempo difícil, quando o mundo é tão pequeno, quando as armas são tão desenvolvidas, é errado e arriscado oscilar à beira da guerra. E Trump está direcionado a isso. Mas o espaço global de hoje é projetado de tal forma que a qualquer movimento desajeitado pode causar um suicídio universal", adiciona.

    O especialista tem esperança que as relações entre China e EUA não cheguem a confrontos militares, apesar dos conflitos entre os dois países serem previsíveis "enquanto Trump estiver na presidência". 

    A China e vários países da região, incluindo Japão, Vietnã e Filipinas, discutem as fronteiras marítimas e as áreas de responsabilidade nos mares do sul e do leste do país.

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    Tags:
    disputa, invasão, águas internacionais, doutrina militar, colisão, destróier, navios, Hua Chunying, Donald Trump, Mar do Sul da China
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