00:41 23 Setembro 2021
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    Ao enviar suas forças militares à Síria, a Rússia frustrou os planos dos EUA de desmantelar a nação árabe para seu próprio benefício, declarou em entrevista à Sputnik o secretário-geral do Conselho de Defesa da Nação da Venezuela, general Pascualino Angiolillo Fernández.

    "Sem dúvida alguma, o que a Rússia está fazendo é frustrar o plano [dos EUA] de aplicar a doutrina de Estado-pária à Síria com o fim de conseguir um objetivo estratégico, que é a localização geográfica que a Síria ocupa", afirmou Fernández à Sputnik Mundo.

    Segundo o general, para os Estados Unidos, a Síria é "um país de passagem obrigatória e de comunicação direita com outros países onde há interesses muito importantes".

    Este interesse se deve, de acordo com o militar, à energia, ao gás em particular, aos recursos estratégicos e vias estratégicas nesta região.

    Fernández acha que "o compromisso da Rússia […] de colaborar para evitar o terrorismo internacional realmente consistiu em evitar que um país de outro continente tente semear a desestabilização financiando grupos que acabam sendo terroristas […] que foram originados pelo financiamento e por toda uma operação política muito bem montada no quadro da doutrina de Estados-párias."

    Na opinião do militar venezuelano, foram os Estados Unidos que estimularam o surgimento dos terroristas na Síria, treinando-os e apoiando-os com armas. As ações dos EUA na Síria, opina, é o mesmo que já fizeram antes no Afeganistão e no Iraque.

    "Se voltarmos no tempo, veremos qual foi o pretexto para justificar o bombardeamento cruel no Afeganistão, foi a figura do homem que eles mesmos treinaram, Osama bin Laden", destacou.

    O alto funcionário venezuelano acrescenta que Washington "aplicou a doutrina da guerra preventiva, transformando-a em legislação internacional através do que chamaram de ‘legítima defesa', ao apresentarem uma resolução na ONU para justificar seus bombardeamentos ao Afeganistão […] isto porque apenas um homem ameaçava a segurança dos EUA".

    Fernández afirma que Washington pretende fazer o mesmo com a Venezuela, que supostamente ameaça os seus interesses.

    "O mesmo querem fazer na Venezuela com o decreto Obama, ratificado em várias ocasiões pelo presidente Donald Trump, de que a Venezuela representa uma ameaça à segurança dos interesses dos EUA", notou.

    Em 14 de abril, os Estados Unidos, o Reino Unido e a França realizaram um ataque com mísseis contra a Síria. O ataque foi motivado por um suposto ataque químico na cidade síria de Douma por parte das tropas sírias.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    EUA, Rússia, Síria, Venezuela, Afeganistão, Iraque, combate ao terrorismo
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