12:40 17 Julho 2018
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    Parada militar dedicada à vitória na Guerra do Golfo, Washington, EUA, 1991

    General: relações entre EUA e Rússia estão em fase mais perigosa do que na Guerra Fria

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    O tenente-general Yevgeny Buzhinsky, ex-funcionário do Ministério da Defesa russo, compartilhou com o jornal norte-americano The National Interest a sua opinião quanto ao caso Skripal e um possível conflito entre a Rússia e os EUA.

    Segundo o ex-funcionário do Departamento de Cooperação Militar Internacional, o envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha no Reino Unido foi uma "provocação planejada" para difamar e isolar a Rússia, encontrando um pretexto para expulsar dezenas de diplomatas russos.

    "O presidente Putin é a última pessoa no mundo que tentaria realizar uma coisa tão terrível na véspera das eleições presidenciais na Rússia e da Copa do Mundo em Moscou", afirmou o general, opinando que Theresa May poderia ter coordenado as ações com Washington.

    O general acredita que a situação atual nas relações entre a Rússia e o Ocidente é mais perigosa do que na época da Guerra Fria.

    "Sempre digo que agora está ainda pior! Durante a Guerra Fria tudo estava claro: havia confrontação ideológica, mas havia certas verdades, certos limites que não podiam ser ultrapassados, nenhumas ameaças, nenhumas sanções", comparou Buzhinsky.

    Segundo ele, a Síria poderá se tornar um dos possíveis centros de confrontação, referindo-se às palavras do chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov. Este afirmou que, se Washington atacar o centro de Damasco, onde se encontram militares russos, Moscou tomará medidas de retaliação.

    "Não acho que ele estivesse brincando ou tenha feito a declaração apenas para surpreender alguns norte-americanos. Não, tenho a plena certeza que ele o disse a sério", opinou o ex-funcionário do ministério russo.

    O general também ressaltou que qualquer confrontação militar entre a Rússia e os EUA resultaria em uso de armas nucleares.

    O ex-agente secreto russo Sergei Skripal e sua filha Yulia foram envenenados em 4 de março na cidade britânica de Salisbury. Londres acusa Moscou de estar ligada ao incidente, sem apresentar até hoje quaisquer provas. Após o incidente, o Reino Unido expulsou 23 diplomatas russos, sendo seu exemplo seguido por vários outros países.

    Enquanto isso, especialistas britânicos ainda não conseguiram identificar a origem da substância com que os Skripal foram envenenados.

    Segundo os últimos dados, Sergei Skripal saiu do estado crítico. Sua filha acordou há mais de uma semana, informando que está melhorando a cada dia.

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    Tags:
    tensão, Guerra Fria, Ministério da Defesa (Rússia), Valery Gerasimov, EUA, Rússia
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