19:43 15 Agosto 2018
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    Willy Wimmer, exsecretario de Estado del Ministerio de Defensa alemán

    Ex-dirigente da OSCE: Grã-Bretanha se comporta como 'Estado mafioso' em relação à Rússia

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    O Reino Unido está se aproveitando da solidariedade europeia e se comportando como um "Estado mafioso" em relação à Rússia no caso envolvendo o ex-espião Serguei Skripal e sua filha, disse o ex-vice-presidente da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Willy Wimmer.

    Falando à RT, o ex-dirigente europeu, que ocupou a vice-presidência da organização entre 1994 e 2000, classificou o escândalo envolvendo a família Skripal de "grande ameaça à paz internacional".

    "É contra as regras e regulamentos europeus e internacionais a maneira como o governo britânico se comportou em relação à Rússia naquele caso criminal", disse ele. Wimmer definiu o Reino Unido como um "Estado mafioso".

    Da mesma forma, Wimmer lembrou que Londres apresenta um histórico belicista. Citou, como exemplo, a decisão de invadir o Iraque em 2003 com base em informações falsas sobre a suposta ameaça representada por aquele país árabe.

    "Acredito que devemos encarar isso como mais uma mentira britânica, cujo objetivo é provocar uma guerra contra a Rússia", disse o político em referência às acusações sem provas de Londres contra Moscou.

    Quanto à solidariedade aos britânicos, demonstrada pela maioria dos países da UE, o antigo vice-presidente da OSCE disse que esse seria um "comportamento padrão dos aliados". Ele recomendou que os Estados-membros pensem duas vezes antes de fazer algo semelhante no futuro.

    "Se um país pede solidariedade e apoio, outros o fornecem porque, do contrário, é impossível administrar organizações como a UE ou a OTAN", explicou.

    No entanto, "o que os britânicos estão fazendo, [mais precisamente] o governo de Theresa May, é se aproveitar dessa solidariedade, que é um fundamento básico da UE e da Otan".

    O ex-vice-presidente da(OSCE), Willy Wimmer, lembra que Londres se baseou em dados falsos para justificar a invasão do Iraque em 2003.

    No dia 4 de março, o ex-agente de inteligência russo Skripal, que também trabalhava para a inteligência britânica, foi encontrado inconsciente junto com sua filha em um banco de um shopping na cidade de Salisbury.

    Especialistas britânicos acreditam que eles tenham sido atacados com o agente nervoso A-234 (também conhecido como "Novichok"). Os britânicos alegam que esta substância tóxica teria sido desenvolvida na União Soviética e colocam a culpa do ocorrido na Rússia. Moscou repetidamente rejeitou todas as acusações, qualificando-as infundadas.

    No dia 3 de abril, o laboratório do Ministério da Defesa da Grã-Bretanha admitiu que os especialistas não conseguiram determinar a origem da substância A-234, usada para envenenar o pai e filha Skripal, segundo as autoridades de Londres. 

    No mesmo dia, o ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha reconheceu ter implicado Moscou no envenenamento de Salisbury somente com base em avaliação interna das informações disponíveis.

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    Tags:
    política internacional, Yulia Skripal, Sergei Skripal, Willy Wimmer, Grã-Bretanha, Rússia
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