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    Caso Skripal: as vítimas se recuperam (28)
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    O Reino Unido está se aproveitando da solidariedade europeia e se comportando como um "Estado mafioso" em relação à Rússia no caso envolvendo o ex-espião Serguei Skripal e sua filha, disse o ex-vice-presidente da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Willy Wimmer.

    Falando à RT, o ex-dirigente europeu, que ocupou a vice-presidência da organização entre 1994 e 2000, classificou o escândalo envolvendo a família Skripal de "grande ameaça à paz internacional".

    "É contra as regras e regulamentos europeus e internacionais a maneira como o governo britânico se comportou em relação à Rússia naquele caso criminal", disse ele. Wimmer definiu o Reino Unido como um "Estado mafioso".

    Da mesma forma, Wimmer lembrou que Londres apresenta um histórico belicista. Citou, como exemplo, a decisão de invadir o Iraque em 2003 com base em informações falsas sobre a suposta ameaça representada por aquele país árabe.

    "Acredito que devemos encarar isso como mais uma mentira britânica, cujo objetivo é provocar uma guerra contra a Rússia", disse o político em referência às acusações sem provas de Londres contra Moscou.

    Quanto à solidariedade aos britânicos, demonstrada pela maioria dos países da UE, o antigo vice-presidente da OSCE disse que esse seria um "comportamento padrão dos aliados". Ele recomendou que os Estados-membros pensem duas vezes antes de fazer algo semelhante no futuro.

    "Se um país pede solidariedade e apoio, outros o fornecem porque, do contrário, é impossível administrar organizações como a UE ou a OTAN", explicou.

    No entanto, "o que os britânicos estão fazendo, [mais precisamente] o governo de Theresa May, é se aproveitar dessa solidariedade, que é um fundamento básico da UE e da Otan".

    O ex-vice-presidente da(OSCE), Willy Wimmer, lembra que Londres se baseou em dados falsos para justificar a invasão do Iraque em 2003.

    No dia 4 de março, o ex-agente de inteligência russo Skripal, que também trabalhava para a inteligência britânica, foi encontrado inconsciente junto com sua filha em um banco de um shopping na cidade de Salisbury.

    Especialistas britânicos acreditam que eles tenham sido atacados com o agente nervoso A-234 (também conhecido como "Novichok"). Os britânicos alegam que esta substância tóxica teria sido desenvolvida na União Soviética e colocam a culpa do ocorrido na Rússia. Moscou repetidamente rejeitou todas as acusações, qualificando-as infundadas.

    No dia 3 de abril, o laboratório do Ministério da Defesa da Grã-Bretanha admitiu que os especialistas não conseguiram determinar a origem da substância A-234, usada para envenenar o pai e filha Skripal, segundo as autoridades de Londres. 

    No mesmo dia, o ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha reconheceu ter implicado Moscou no envenenamento de Salisbury somente com base em avaliação interna das informações disponíveis.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    política internacional, Yulia Skripal, Sergei Skripal, Willy Wimmer, Grã-Bretanha, Rússia
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