01:02 23 Julho 2018
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    Presidente chines, Xi Jinping, durante encontro com Donald Trump na Fórida, 6 de avril de 2017

    Fim de concessões: analista prevê pioras nas relações econômicas entre Pequim e Washington

    © REUTERS / Carlos Barria
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    Em 1º de abril a China anunciou que imporá novas tarifas sobre 128 produtos americanos a partir de 2 de abril em resposta às tarifas estabelecidas por Washington para o aço e alumínio chinês.

    Cientista político russo, Andrei Suzdaltsev, falando com o serviço russo da Rádio Sputnik, opinou sobre como estas medidas podem afetar as relações econômicas dos dois países.

    Suzdaltsev lembrou que as relações com Pequim eram um dos temas chave da campanha eleitoral de Donald Trump. A China se comportou de modo bastante complacente com o novo presidente dos EUA, tentando não se envolver em confrontações e contribuindo para a resolução do problema norte-coreano.

    Quando surgiu o problema financeiro, a questão sobre o fechamento parcial do mercado americano para as mercadorias de exportação chinesas, frisa o analista, claro que a China teve que responder de modo adequado, arriscando receber uma dose de ruído propagandístico por parte de Washington. Mas não tiveram outra opção.

    "A China demostrou que o tempo das concessões, compreensão e ambiguidade acabou, tem que reagir de algum jeito, pois os EUA estão indo ao bolso da China. Apenas pode-se esperar uma deterioração nas relações econômicas entre Pequim e Washington", resumiu Suzdaltsev.

    As autoridades chinesas destacaram várias vezes que não querem uma guerra comercial com os EUA, sublinhando que a China é a favor de um novo modelo das relações internacionais em que os interesses de todos são considerados e que seja mutuamente vantajoso.

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    Tags:
    guerra comercial, EUA, China
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