01:49 19 Junho 2018
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    Posto de controle do exército governamental na Síria

    EUA vão criar 'outra Síria'?

    © Sputnik / Michael Alaeddin
    Análise
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    A mídia ocidental afirma que a Casa Branca está pronta a recuar e aceitar a presidência de Bashar Assad até às próximas eleições em 2021. Para o cientista político, Washington apenas mudou seus pontos de referência, mas não as prioridades.

    Segundo a publicação New Yorker, que cita fontes norte-americanas e europeias, os EUA podem concordar com o fato de o presidente Assad ficar no poder até 2021. Esta informação, se for confirmada, está em completa discordância com as declarações anteriores das autoridades norte-americanas.

    Algum tempo atrás, Washington estava completamente segura que a retirada de Assad do poder entraria no quadro do processo de paz. Hoje, o jornal norte-americano escreve que "os fatos levaram a que administração reconhecesse que Assad, cuja família tem governado o país por quase meio século, pode permanecer no poder durante mais quatro anos".

    O especialista em assuntos das Américas comentou a publicação no ar do serviço russo da Rádio Sputnik.

    "Os EUA simplesmente se resignaram a ter Assad como líder de um país que eles não podem mudar, como o fizeram em outros países. Eles [EUA] têm seus próprios interesses que são bem explicáveis do ponto de vista dos Estados Unidos", explicou Grigory Yarygin.

    Para ele, Washington entende que não pode mudar isso, o que significa que os EUA terão que interagir com um governo sírio liderado por Assad.

    No entanto, Yarygin considera que, em perspectiva de longo prazo, a postura dos EUA mudará de novo e eles voltarão a pensar que Assad terá de ser afastado do poder.

    "Hoje em dia continua crescendo a quantidade de militares e conselheiros que vão preparar a ‘outra Síria', que vai existir paralelamente com a Síria oficial. Os EUA planejam manter a parte da Síria que não é controlada por Assad, aquele que eles se resignaram a ter como líder do país. Tiveram que mudar seus pontos de referência, mas não suas prioridades", opinou o analista.

    Isto significa, prosseguiu, que Washington ainda considera a mudança de poder na Síria como sua maior prioridade. E por isso os conselheiros vão ficar lá, os conselheiros que vão apoiar a oposição, qualquer que ela seja, e vão criar sua própria ordem, resumiu.

    Na segunda-feira (11), o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a retirada da maior parte do contingente russo da Síria devido ao término da operação contra o Daesh (organização terrorista, proibida na Rússia).

    A representante da Casa Branca, Sarah Sanders, declarou que os EUA continuarão combatendo o terrorismo no Iraque e Síria para não permitir o renascimento do Daesh e garantir a segurança dos cidadãos norte-americanos.

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    Tags:
    presença militar, presidente, Bashar Assad, Síria, EUA
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