19:26 07 Agosto 2020
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    Os EUA não arriscam introduzir sanções contra a China, apesar de terem sérias razões para dar passo nessa direção, declarou o diretor do Conselho de Assuntos Internacionais russo, Ivan Timofeev, na quarta-feira (1).

    Segundo o especialista, discussões quanto à introdução de sanções contra Pequim há muito tempo vêm sendo realizadas em Washington. "Há muitos motivos para sancionar a China. Entre eles estão o descontentamento dos norte-americanos com a política da China no mar do Sul da China e escândalos cibernéticos como o do roubo de 20 milhões de dossiês sobre cidadãos norte-americanos, que foi atribuído a hackers chineses", afirmou Timofeev durante discurso na Conferência de negócio internacional "Rússia e China: Desafios e Perspectivas da Integração Internacional".

    Contudo, ele acredita ser pouco provável que em Washington arrisquem aplicar tal medida, apesar das numerosas razões significantes.

    "Em primeiro lugar, a economia chinesa é muito mais forte e diversificada. A resposta da China seria sentida nos EUA", nota o especialista.

    Outro fator muito importante é, de acordo com ele, impossibilidade de criar uma "coalizão internacional" com países que concordem com a introdução de sanções contra a China.

    "Em relação à Rússia, conseguiram reunir uma coalizão deste tipo, ainda que estes países imponham sanções de modo diferente. A coalizão anti-China colapsaria antes mesmo de ser criada, justamente porque a China é uma parceira importante para muitos países", opinou ele.

    Timofeev frisou que será muito difícil receber a aprovação do Congresso em relação às sanções contra a China, acrescentando que o gigante asiático, além de analisar a experiência vivida pela Rússia em meio às sanções, vem se preparando para possível política de restrições no futuro.

    "Acredito que seria racional se a Rússia e a China desenvolvessem ainda mais suas relações de parceria na esfera financeira, ambas abertas à globalização. Mas é necessário levar em consideração que as ferramentas financeiras devem ser usadas apenas para fins políticos."

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    integração, coalizão, parceiro, economia, sanções econômicas, Congresso, EUA, China
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