05:05 22 Maio 2018
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    Bombardeiros B-2 Spirit, B-1B e B-52 sobrevoando Afeganistão (foto do arquivo)

    Analista militar sobre estado de alerta dos B-52: EUA demonstram estar determinados

    © AFP 2018 / HO/USAF
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    Os EUA podem usar bombardeiros B-52 com armas nucleares pela primeira vez desde o início da Guerra Fria. O analista militar Oleg Ponomarenko, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, expressou a opinião de que o objetivo principal de Washington é político.

    A Força Aérea dos EUA está se preparando para colocar sua frota de bombardeiros B-52 com armas nucleares em estado de alerta de 24 horas pela primeira vez desde a Guerra Fria, escreve o site Defence One, citando as palavras do general David Golfein.

    Como notam as fontes da edição, a ordem pode vir a ser tanto do chefe do Comando Estratégico das Forças Armadas dos EUA (STRATCOM, na sigla em inglês), John Hyten, como do chefe do Comando do Norte das Forças Armadas (NORTHCOM, na sigla em inglês), Lori Robinson. A ordem ainda não foi dada, pois as preparações estão em curso.

    Segundo esclareceu Golfein, o possível estado de alerta de 24 horas para os bombardeiros é uma de muitas medidas tomadas pela Força Aérea dos EUA em meio à mudança da situação geopolítica.

    "O mundo é um local perigoso com pessoas que falam abertamente sobre o uso de armas nucleares. O mundo já não é bipolar, onde havia apenas nós e a URSS. Existem outros jogadores com potencial nuclear", declarou o general.

    O analista do Centro de Conjuntura Estratégica, Oleg Ponomarenko, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, disse que o objetivo principal de Washington é político.

    "Trata-se de preparos e treinamentos reais, mas que não visam agir na prática. Talvez eles queiram testar e mobilizar os componentes de suas Forças Armadas, incluindo armas nucleares, preparo do pessoal militar e dos equipamentos, realizar revisão, manobras e voos de treinamento, claro, mostrando isso para todo o mundo. Mas temos que ser reais – o uso de armas nucleares é muito pouco provável nos dias de hoje. Acredito que o objetivo principal dos EUA corresponde às relações com a Coreia do Norte, Washington precisa demonstrar que está determinada. Ao mesmo tempo, a publicidade pode diminuir o valor desses ações, porque se você está se preparando para usar armas, mas não as usam, o lado oposto pode imaginar que não você não vai usá-las", disse Oleg Ponomarenko.

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    Tags:
    bombardeiros, aviação, Northcom, STRATCOM, John Hyten, Lori Robinson, David Goldfein, Coreia do Norte, EUA
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