01:52 26 Novembro 2020
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    Manobras conjuntas dos EUA e Coreia do Sul começaram perto da península coreana. Especialista russo em assuntos do Círculo do Pacífico opina que o objetivo principal destes treinos não é Pyongyang.

    Mais de 40 navios chefiados pelo porta-aviões nuclear USS Ronald Reagan participam de treinamentos conjuntos de Washington e Seul no mar Amarelo e no mar do Japão (também conhecido como mar do Leste). Segundo afirma o canal de notícias sul-coreano YTN, as manobras visam treinar o ataque contra objetivos-chave da Coreia do Norte "em caso de emergência", bem como a contenção de um possível ataque por parte de Pyongyang. As manobras durarão até sexta-feira (20).

    Para além disso, de 18 a 22 de outubro o aeródromo militar de Seul acolherá o show aéreo ADEX. No âmbito deste evento, que contará com a participação de 32 países, serão apresentadas armas estratégicas americanas, entre elas o caça invisível F-22, o caça multifunção F-35A e o bombardeiro B-1B.

    Analistas militares em todo o mundo não descartam a possibilidade de realização de mais um teste militar norte-coreano como medida de resposta às manobras.

    Vale lembrar que atualmente na Coreia do Sul estão estacionados 28.000 soldados dos EUA sob pretexto da ameaça norte-coreana. Pyongyang, em resposta, aumenta seu potencial nuclear apesar das duras sanções da ONU.

    Especialista em assuntos do Círculo do Pacífico, Vladimir Terekhov comenta a situação no ar do serviço russo da Rádio Sputnik. Estas manobras são mais um elemento da pressão contra a China, opina o analista.

    "Essas manobras têm tanto caráter militar, como político. O maior objetivo dessas manobras não é a Coreia do Norte, que em toda essa bagunça na região é apenas um palco e pretexto para o jogo global entre atores principais — EUA e China", afirmou Terekhov.

    Os americanos querem envolver a China na resolução do problema norte-coreano, para resolver a solução pelas mãos de Pequim, continuou o especialista. Para ele, EUA não precisam de resolver a situação em torno de Pyongyang, o que interessa a Washington é ocupar posições de vanguarda contra a China.

    No entanto, o especialista destacou que no futuro próximo não está prevista nenhuma mudança drástica em torno da península da Coreia.

    "Em meados de novembro está prevista a visita do presidente Trump à China. Acredito que nada de sério acontecerá na região até esse momento", opinou Vladimir Terekhov.

    Com tudo isso, ele não descartou a possibilidade de haver mais um lançamento de míssil norte-coreano como resposta às manobras de Seul e Washington, o que significa que aquilo que ele chamou de "dança guerreira" em torno da Coreia do Norte irá continuar.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    manobras, USS Ronald Reagan, EUA, Coreia do Sul, Coreia do Norte
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