02:41 18 Novembro 2019
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    O aeronave da Força Aerospacial da Rússia na base aérea em Hmeymim, Síria

    3 maiores êxitos da Rússia que mudaram completamente situação militar na Síria

    © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia
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    No dia 30 de setembro se completaram dois anos desde o desenrolo da operação militar russa na Síria a pedido do presidente sírio Bashar Assad. O especialista em relações internacionais francês Xavier Moreau descreveu à Rádio Sputnik as três grandes vitórias da Rússia que mudaram por completo a situação militar no terreno.

    "Se vocês se lembram, dois anos atrás todos pensavam que Bashar Assad, e não só ele, mas a Síria inteira, ia cair no caos porque no oeste a Síria estava sendo atacada pela Al-Qaeda e no leste pelo Daesh", explicou Moreau. Ele disse que isso poderia ter acontecido se não fosse a Rússia e a sua campanha militar bem-sucedida: "Em dois anos isso mudou radicalmente a situação. Ela lançou o processo de paz que agora parece se tornar cada vez mais efetivo", disse Moreau à Sputnik International.

    Ele continuou falando sobre as vitórias militares mais significantes da Rússia, na visão dele.

    A primeira vitória da Rússia aconteceu quando a Força Aeroespacial da Rússia cortou o fluxo de óleo e dinheiro através da fronteira síria. A segunda teve lugar em Aleppo e a terceira ocorreu em Deir ez-Zor, disse ele, adicionando que Deir ez-Zor parece ser o fim do Daesh na Síria.

    Ele também nomeou as negociações de paz em Astana como um dos êxitos diplomáticos da Rússia.

    "Claro que é importante ganhar a guerra, mas é igualmente importante organizar a vida no pós-guerra da Síria", pensa ele.

    Os EUA têm que parar de apoiar os radicais na Síria

    Xavier Moreau também comparou os alcances da Rússia e dos EUA no país do Médio Oriente, chamando Moscou de "especialista em planejamento". A sua operação militar foi muito bem organizada desde o início, talvez mesmo 6-8 meses antes do lançamento da campanha, o que também incluiu o processo político. Pelo contrário, os EUA estão envolvidos em diferentes atividades militares por todo o mundo sem plano algum, sem saber o que vão fazer depois e sem saber quem são as principais forças no terreno.

    É por isso que, segunda o analista, as campanhas dos EUA resultam em caos, enquanto as da Rússia resultem em ordem. Os outros países envolvidos na campanha, tais como a França e Reino Unido, não têm outra opção senão reconhecer o sucesso da Rússia. As forças que estes países estavam apoiando na Síria se descreditaram completamente a si próprias e agora não decidem nada e já não têm sequer importância, nem política, nem militar.

    É por isso que, continuou dizendo, a primeira coisa que os EUA devem fazer é abandonar as forças radicais que eles têm apoiado. Isso não só se refere à Al-Qaeda, que, na opinião dele, foi em tempo organizada pelas forças especiais ocidentais no oeste e em Aleppo, mas também à atividade semelhante do Daesh no leste, em Deir ez-Zor. Os EUA devem parar de criar esse falso estado, esse projeto curdo, que somente levará a uma nova fase da crise, não só na Síria, mas também no Iraque, Irã e Turquia, disse o analista.

    Se os EUA não interferissem mais, a crise podia ser completamente resolvida dentro de 6 meses, opina Xavier Moreau. A última zona perigosa ocupada pelos radicais é Idlib, notou ele. Se o Ocidente deixar de apoiar estes terroristas, vai levar no máximo um ano para resolver tudo nesse país devastado pela guerra.

    Durante dois anos, o exército sírio, com o apoio da Força Aeroespacial da Rússia, conseguiu libertar uma grande parte do país dos terroristas.

    De acordo com as avaliações recentes do Ministério da Defesa russo, a Força Aeroespacial da Rússia destruiu quase uma centena de milhar de alvos terroristas desde o início da operação.
    Nos princípios de setembro, as forças conjuntas romperam o cerco de três anos da cidade de Deir ez-Zor.

    Mais ainda, a Rússia, Turquia e Irã finalmente acordaram as quatro zonas de desescalada na Síria durante as negociações em Astana, Cazaquistão.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    Força Aérea, exército, radicais, campanha militar, operação militar, Bashar Assad, Síria
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