21:33 17 Fevereiro 2018
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    Ex-presidente Lula na Universidade Estadual de Alagoas, em Arapiraca, recebendo título de Doutor Honoris Causa

    Deputado do PT: Lula só não concorrerá em 2018 se ele mesmo não quiser

    Ricardo Stuckert
    Opinião
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    Em 20 dias, a Caravana pelo Brasil percorreu 9 Estados do Nordeste. A viagem de Lula por sua região natal começou em 17 de agosto, na Bahia, e terminou em São Luís, Maranhão. Para o ex-presidente, não foi uma viagem de campanha ou de pré-campanha eleitoral, mas, para seus aliados, a Caravana comprovou que ele é o favorito para 2018.

    Um aliado de Lula que defende esta teoria é o Deputado Federal Henrique Fontana (PT-RS), que, em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, explica como a atual viagem pelo Nordeste consolidou a imagem do ex-presidente no país:

    "A importância da Caravana Lula salta aos olhos de todos os que acompanharam as imagens dos eventos e visitas de que o presidente participou, além da forma como ele foi recebido em todos os Estados do Nordeste que visitou ao longo de 20 dias", argumenta Henrique Fontana.

    O deputado gaúcho diz ainda que "esta Caravana mostrou a força política de uma liderança que é muito querida por uma parcela representativa da sociedade brasileira, e, do meu ponto de vista, indica a vitalidade da candidatura do presidente para voltar ao Palácio do Planalto. É evidente que essa Caravana não foi eleitoral, nem poderia ser".

    O que foi, então, esse evento?

    "Ela foi uma caravana política, de um grande líder político que andou por diversas áreas do Nordeste para conversar com a população, verificar um conjunto de políticas públicas e visitar obras públicas que foram realizadas durante os quase 13 anos de Governo do PT, com Lula e Dilma, e, obviamente, debater com esses setores da sociedade caminhos para retirar o Brasil da recessão e deste declínio em que o país se encontra hoje", afirma o deputado.

    A propósito, Henrique Fontana também comenta os rumores sobre uma possível indicação do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, para disputar a Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores caso Lula seja impedido pela Justiça de participar do pleito, em função dos processos penais a que responde:

    "Não trabalhamos com nenhuma outra opção que não seja a do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar a eleição presidencial de 2018, porque temos a convicção clara de que ele será o nosso candidato à Presidência da República. Lula só não será ou não seria candidato se ele mesmo declinasse dessa candidatura. E como ele sofreu ataques descomunais, na tentativa de criminalizá-lo pela sua conduta e pelo fato de ter sido um dos presidentes mais importantes deste país, percebo que Lula está na obrigação de construir sua candidatura à Presidência da República junto com todos nós do Partido dos Trabalhadores, para que ele possa dispor de um plano de Governo e redimir sua honra."

    Na quarta-feira da próxima semana, 13 de setembro, Lula será novamente interrogado pelo Juiz Sérgio Moro, na 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, no Paraná, em mais um processo a que responde perante aquele juízo. Lula já está condenado a 9 anos e 6 meses de prisão e aguarda julgamento de seu recurso no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, sediado em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A confirmação da sentença em segundo grau de Justiça inabilitaria Lula a disputar o pleito do próximo ano. Além destes, ainda há outros processos contra o ex-presidente tramitando na Justiça Federal de Brasília.

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    Tags:
    eleições, 2018, PT, Fernando Haddad, Dilma Rousseff, Henrique Fontana, Luiz Inácio Lula da Silva, Lula, São Paulo, Curitiba, Paraná, Rio Grande do Sul, Nordeste, Brasil
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