14:27 14 Agosto 2020
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    Vários especialistas explicam que o papel da Rússia na resolução do conflito sírio tem sido fundamental para evitar que o país árabe tenha o mesmo destino dos países que enfrentaram a chamada 'primavera'.

    De acordo com o especialista político, Dmitry Solonikov, diretor do Instituto de Desenvolvimento Contemporâneo da Rússia, se os planos para a "primavera" da Síria tivessem se tornado realidade, a liderança de Damasco teria sido destruída e o próprio país estaria dividido em zonas governadas por diversas tribos e organizações terroristas, que lutariam constantemente para ganhar mais influência.

    "Acho que, neste caso, a Síria muito provavelmente deixaria de existir como Estado. Em seu lugar haveria uma ferida constantemente aberta", opinou Solonikov em entrevista à agência russa FAN.

    No entanto, o especialista afirmou que nada disso aconteceu porque a Rússia decidiu ajudar a Síria a resolver seu conflito interno.

    "A Rússia não traiu seu aliado, que lhe pediu ajuda, a Rússia não votou a favor das sanções. A Rússia tomou o lado do governo legítimo, defendeu a preservação do poder legítimo e do sistema constitucional. Depois disso, os planos para uma "primavera árabe" fracassaram, pelo que parece, definitivamente. O colapso e o caos planejados, certamente não ocorrerão", assegurou o especialista.

    O coronel aposentado, Andrei Koshkin, especialista militar e chefe do Departamento de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Plekhanov, concorda com Dmitry Solonikov:

    "Se não fosse pela intervenção da Rússia, a Síria teria experimentado o mesmo que aconteceu com o Iraque e com o governo de Muammar Kadhafi [líder da Líbia], pois os militantes já estavam perto de Damasco […] Seria uma repetição completamente idêntica aos cenários líbio e iraquiano", disse Koshkin.

    O especialista notou que, caso isso acontecesse na Síria, o país seria convertido em um campo de batalha, pois os próprios Estados da região dão prioridade aos seus projetos econômicos. Assim, intensificariam ações para dividir a Síria e criar distintas zonas de influência, frisou o analista.

    Além disso, Andrei Koshkin afirmou que a decisão da Rússia de atender ao pedido do presidente sírio, Bashar Assad, e deslocar um grupo de aviação da Força Aérea russa para a Síria completamente corresponde às regras tanto do direito internacional como do país eslavo.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    catástrofe, conflito armado, Iraque, Líbia, Síria, Rússia
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