23:34 20 Setembro 2019
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    Uma patrulha de policiais durante os confrontos com manifestantes de oposição em San Cristobal, na Venezuela.

    Venezuela: violência aumenta com a aproximação da Constituinte (VÍDEO)

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    No próximo dia 30 de julho será realizada a eleição dos membros da Assembleia Constituinte da Venezuela. A oposição já prometeu que impedirá a realização do evento e intensificou as manifestações.

    Após de 100 dias de violentos protestos, a oposição ao governo da Venezuela anunciou mais uma vez uma ofensiva final contra o presidente do país, Nicolás Maduro.

    Nesta segunda-feira, o partido de extrema direita, Vontade Popular, convocou um "trancaço", com objetivo de paralisar as principais ruas e estradas do país. 

    Durante o dia, pelo menos 9 militares da Guarda Nacional Bolivariana ficaram feridos, 7 deles, inclusive, foram atingidos por uma explosão detonada a distância.

    A oposição continua defendendo a convocação para um referendo ilegal contra o presidente Maduro e ameaça impedir a eleição da Assembleia Nacional Constituinte, explicou o especialista em relações internacionais Basem Tajeldine. Segundo ele, a escalada da violência da oposição na Venezuela lembra os episódios ocorridos antes do golpe de Estado na Ucrânia, em 2014.

    "No país, pouco a pouco, foram aumentando as ações violentas. Em um certo momento, o presidente ucraniano precisou ceder. O cenário atual na Venezuela lembra muito aquilo que estava acontecendo na Ucrânia", disse o especialista à emissora russa RT. 

    O interlocutor do canal explicou que por anos a oposição "vem atuando junto a um setor da população, que hoje aceita a violência e a morte com completa naturalidade. É um setor que acredita de verdade estar lutando contra uma ditadura. Uma ditadura que não existe".

    Segundo Tajeldine, o objetivo da violência da oposição seria criar um "governo de transição", tal como ocorreu em outros países, que prontamente "seria reconhecido pelos Estados Unidos". 

    A ex-deputada e atual candidata à Assembleia Nacional Constituinte, Aleydys "La Chiche" Manaure, concorda com o Tajeldine e afirmou que as manifestações não contam com apoio popular. 

    "A oposição não conta com uma base de apoio popular. As últimas pesquisas demonstram que quase 90% da população é contra os protestos violentos". 

    Manaure destacou que, por outro lado, os partidos da oposição "estão sendo pressionados por aqueles que coordenam essas ações violentas e que, em última instância, são os seus financiadores estrangeiros", conclui.

    A opinião do especialista pode não necessariamente coincidir com a da redação da Sputnik

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    Tags:
    opinião, manifestações, protestos, oposição, Aleydys "La Chiche" Manaure, Basem Tajeldine, Venezuela
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