18:24 20 Junho 2018
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    Presidente chines, Xi Jinping, durante encontro com Donald Trump na Fórida, 6 de avril de 2017

    China ensina EUA a compartilhar o poder mundial

    © REUTERS / Carlos Barria
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    Em Washington terminou o primeiro diálogo sino-americano sobre segurança e diplomacia. É um momento muito importante. Será que os dois países mais poderosos do mundo conseguirão chegar a um acordo?

    O observador político da agência Sputnik, Dmitry Kosyrev, pensa que a Rússia quer o mesmo que a China – a possibilidade de um diálogo normal com os EUA, e a China está agora abrindo o caminho para a Rússia neste sentido.

    No diálogo em questão, o lado americano foi representado pelo secretário de Estado, Rex Tillerson, e pelo secretário da Defesa dos Estados Unidos, James Mattis. O lado chinês, por sua vez, foi representado por Yang Jiechi, conselheiro de Estado, e pelo membro da Comissão Militar Central, Fang Fenghui.

    Os altos funcionários da China e EUA discutiram as crises na península coreana, no mar do Sul da China e outros, que poderão se transformar em uma guerra mundial caso aconteça um conflito entre superpotências.

    Nesse diálogo, comunica o New York Times, a China se conduziu de uma forma inesperada – os chineses apresentaram um ultimato aos EUA, dizendo que para alcançar o êxito no problema da Coreia do Norte é preciso abandonar a região (do ponto de vista militar). Nessa questão, assinala o analista Dmitry Kosyrev, a Coreia do Sul apoia a China e também está pronta a parar as manobras provocatórias com os EUA na região.

    Tillerson e Mattis dizem ao público que a China vai pressionar a Coreia do Norte porque os EUA lhe pediram, mas na realidade os americanos parecem ser forçados a buscar um consenso com a Coreia do Norte. Os testes de mísseis norte-coreanos não param, e, segundo o analista, o presidente Donald Trump percebe que uma resolução militar do problema não é rentável, por causa das despesas e baixas demasiado grandes.

    Dmitry Kosyrev sublinha que os americanos querem fazer da China um xerife asiático subordinado a Washington, mas os chineses não querem cair nesta cilada. Tais crises não devem influenciar todo o amplo espetro das relações entre países tão influentes como a China e os EUA, e os chineses percebem isso, destaca o especialista.

    É importante referir que os laços econômicos entre os EUA e a China são muitas vezes maiores do que os russo-americanos, mas as relações entre os dois primeiros países também são muito complicadas.

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    Tags:
    testes de mísseis, tensões, Rex Tillerson, James Mattis, Donald Trump, Coreia do Norte, China, EUA
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