20:02 25 Fevereiro 2021
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    Um caça russo interceptou um bombardeiro estratégico americano B-52 que voava sobre o mar Báltico.

    O piloto militar emérito da Rússia Vladimir Popov disse ao serviço russo da Rádio Sputnik que as ações do piloto do Su-27 em questão foram completamente justificadas.

    Um caça Su-27 decolou sobre o mar Báltico para interceptar um bombardeiro norte-americano B-52, confirmou o Ministério da Defesa da Rússia.

    O avião, que voava sobre as águas neutrais do mar Báltico ao longo da fronteira russa, foi referenciado às 10h00 de Moscou (04h00 de Brasília). Para interceptá-lo decolou um caça russo Su-27 das forças de prevenção da Frota do Báltico.

    Ao se aproximar do avião a uma distância segura, a tripulação do Su-27 identificou-o como sendo um bombardeiro estratégico americano B-52. O caça russo escoltou o B-52 até ele se afastar da fronteira da Rússia e depois regressou para o aeródromo.

    Anteriormente, as autoridades da Estônia comunicaram que bombardeiros B-1 e B-52 dos EUA estão participando dos exercícios da OTAN Saber Strike que são realizados na Estônia.

    Da última vez, caças russos decolaram para interceptar um avião militar norte-americano em maio do ano em curso. Naquela altura, um Su-30 interceptou um avião de reconhecimento Boeing P-8A Poseidon sobre o mar Negro que se aproximou da fronteira russa. Depois disso, o avião americano mudou sua rota.

    No ar do serviço russo da Rádio Sputnik, o vice-editor-chefe da revista russa Aviapanorama, major-general e piloto emérito da Rússia Vladimir Popov destacou que as ações do piloto do Su-27 foram completamente justificadas.

    "É provável que o Su-27 tenha referenciado e escoltado o B-52, o identificando para saber com precisão que missão este avião estava realizando. Habitualmente os caças voam em direção a qualquer objeto não identificado que apareça perto das fronteiras aéreas da Rússia e determinam qual é o tipo desse aparelho: de transporte, de transporte e combate, de reabastecimento ou, como neste caso, um bombardeiro estratégico."

    O especialista frisou que o B-52 é um avião grande e poderoso, com armas avançadas, e por isso exige uma identificação obrigatória quando se aproxima das fronteiras russas.

    "Este bombardeiro realmente pode causar danos irreparáveis caso atue, por exemplo, com armas nucleares", concluiu.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    caça, bombardeiro estratégico, intercepção, B-52, Su-27, Ministério da Defesa (Rússia), Estônia, EUA, Rússia
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