16:43 21 Agosto 2017
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    Operação de retomada e controle da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Natal

    Força-Tarefa federal pacifica presídio do massacre de Alcaçuz

    Sejuc / Governo do RN
    Opinião
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    A presença da tropa federal no Presídio de Alcaçuz – onde, em janeiro, morreram dezenas de detentos – permitiu não apenas a reconstrução de pavilhões mas também a assistência aos internos e o trabalho de sua ressocialização.

    O Governo do Rio Grande do Norte solicitou ao Governo Federal a prorrogação por mais um mês da presença da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) no Presídio de Alcaçuz, onde no início deste ano brigas entre presos de facções rivais resultaram num verdadeiro massacre.

    O período de permanência da Força-Tarefa no Estado poderá ser ainda maior. Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, a secretária-chefe do Gabinete Civil do Governo do Rio Grande do Norte, Tatiana Mendes Cunha, diz que as forças federais não só pacificaram o presídio como também estão prestando assistência médica e jurídica aos internos de Alcaçuz. Além disso, o Governo Estadual precisa de tempo para capacitar novos agentes penitenciários, o que demandaria maior tempo de permanência dos agentes federais.

    A Secretária Tatiana Mendes Cunha nega que o Presídio de Alcaçuz será desativado:

    "No momento, nós decidimos que o Presídio de Alcaçuz precisa suportar as vagas que temos necessidade de oferecer ao sistema. Não há como desativar o presídio nesse momento. Mas a presença da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária e de outras forças federais legitimou muita coisa, inclusive que aquele é um complexo que pode ser mantido e reconstruído. O que nós estamos fazendo no momento é assegurar que essas vagas não sejam perdidas, porque, até a construção de outras unidades, nós temos de garantir que esses presos fiquem trancados em algum lugar. O nosso sistema penitenciário sofreu algumas rebeliões, e as unidades que nós temos estão muito deterioradas ainda. Atualmente, o nosso foco é reconstruir os pavilhões que foram destruídos no Presídio de Alcaçuz. Um deles já foi objeto dessa reconstrução, e agora estamos fazendo o mesmo em outros três pavilhões."

    A secretária-chefe do Gabinete Civil do Governo do Rio Grande do Norte enfatiza a importância da atuação federal no Estado:

    "A importância da presença da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária foi fundamental. Ela não só controlou o presídio como também começou a dar uma assistência médica e jurídica à qual o Estado vai dar continuidade aos internos que estão em Alcaçuz. O município de Nísia Floresta, onde fica o presídio, também assumiu sua responsabilidade e já contratou equipe médica. Então, eu diria que a presença da tropa federal foi fundamental para que nós pudéssemos readquirir o controle da unidade."

    De acordo com Tatiana Mendes Cunha, é possível que a permanência da Força-Tarefa em Alcaçuz se estenda além do mês de maio:

    "Nós esperamos que a Força permaneça ainda por um pouco mais. Temos em andamento um concurso para contratação de 530 agentes [penitenciários]. Além disso, os atuais agentes penitenciários estão sendo capacitados pela Força numa perspectiva completamente diferente, que é a perspectiva de assistir o interno, de trabalhar na sua ressocialização e na adoção de procedimentos dentro das unidades. Nós chegamos aonde chegamos, no Presídio de Alcaçuz, porque os presos não estavam trancados. Então, a Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária deixará o Presídio de Alcaçuz com os internos dentro de suas celas, numa realidade diferente. Nós esperamos que a Força permaneça até que consigamos concluir a reconstrução dos três pavilhões e capacitemos os nossos agentes a lidar com esses procedimentos que, para eles, é de fato uma novidade."  

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    Tags:
    pacificação, força-tarefa, rebelião, Penitenciária Estadual de Alcaçuz, Natal, Rio Grande do Norte, Brasil
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