20:33 20 Janeiro 2020
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    As relações dos EUA com a Coreia do Norte entraram na época da falta de paciência estratégica. Os norte-americanos não veem a hora de por a culpa na Coreia do Norte. Mas, tudo indica que não levam em consideração os próximos passos dos acontecimentos.

    A época da paciência estratégica acabou. Assim, o vice-presidente americano, Mike Pence, avaliou as relações com a Coreia do Norte. 

    Washington está disposto a observar todas as opções para cumprir suas tarefas, escreve Maria Balyabina para o serviço russo da rádio Sputnik.   

    O primeiro-ministro da Coreia do Sul, Hwang Kyo-ahn, apontou que as opções são as seguintes: 

    "República da Coreia e os EUA vão aplicar medidas puníveis potentes em caso de futuras provocações da Coreia do Norte".

    Segundo suas palavras, a aliança coreano-americana garante a paz e prosperidade na península da Coreia. Ou seja, não é a união da Coreia, nem diálogo com os vizinhos, mas a aliança com os americanos que dirigem os seus porta-aviões às costas da península. É a mensagem poderosa desejando a paz, sim? Junto com o desdobramento acelerado do sistema antimíssil dos EUA na Coreia do Sul, claro. Além disso, provoca a inquietação da China. Então, não somente a península, mas toda a região está com febre desta "pacificação".

    Porém, de qualquer maneira, os EUA, país que está separado da Coreia por um oceano inteiro, tornaram-se a parte mais envolvida na situação. Eles tentam incluir China ao jogo, esperando que Pequim também pressione Pyongyang. 

    Aparentemente, para deixar bem claro, as mídias ocidentais junto com as agências de noticias sul-coreanas distribuem notícias terríveis sobre a Coreia do Norte: exercícios horríveis, "demonstração imprudente" de arma no desfile, e, agora, a criação de um "novo ramo de tropas especiais".

    A "nova ideia" foi lida pelos jornalistas nos jornais norte-coreanos e concluída que se trata de uma resposta às subdivisões americanas e sul-coreanas, que desenvolvem o cenário de eliminação da chefia norte-coreana, caso seja necessário. Ou seja, eles são bons, mas quando Pyongyang age da mesma forma, é muito mau. Mas o mistério circunda as expectativas: serão ou não estabelecidas estas "tropas especiais"? Dificilmente alguém estaria dedicando tempo para isso, já que a meta das "notícias publicadas" não tem nada a ver com informar e sim criar um ambiente propulsor para concentração de porta-aviões na região.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    tropas de paz, porta-aviões, OTAN, Hwang Kyo-ahn, Mike Pence, Península da Coreia, China, EUA
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