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    Portugal prestou nesta terça-feira, 10 de janeiro de 2016, as derradeiras homenagens a seu ex-Presidente e ex-Primeiro-Ministro Mário Soares, falecido no sábado, 7 de janeiro.

    Nascido em Lisboa em 7 de dezembro de 1924, Mário Alberto Nobre Lopes Soares era formado em Direito e em Ciências Histórico-Filosóficas, e notabilizou-se pela resistência à ditadura comandada por Antonio Salazar até a derrubada total do regime discricionário. 

    Cofundador do Partido Socialista de Portugal, em 19 de abril de 1973, Mário Soares participou da implementação dos vários novos governos portugueses a partir da Revolução dos Cravos, em 25 de abril de 1974.  

    Para o Professor de Relações Internacionais da Universidade Católica de Brasília, Creomar de Souza, Mário Soares mudou a História de Portugal:

    "Não tenho dúvida em dizer isso. Parafraseando Getúlio Vargas, que saiu da vida para entrar na História do Brasil, digo que Mário Soares saiu da vida para entrar, definitivamente, na História de Portugal. Não só pela vida exemplar que teve mas também por sua enorme dedicação à implantação e à consolidação da democracia em seu país. Esta resistência de Mário Soares à ditadura e à falta de liberdade não se limitou ao período em que Antonio de Salazar comandou a política em Portugal. A resistência continuou nos períodos pós salazaristas para permitir que a sociedade portuguesa pudesse construir, como construiu, uma vida democrática. E Mário Soares foi muito importante e atuante neste sentido."

    Para Creomar de Souza, Mário Soares exerceu papel relevante para a retirada de Portugal do isolamento em que vivia dentro da Europa:

    "Mário Soares abriu Portugal para o mundo e, particularmente, para o continente europeu. Com Mário Soares, Portugal deixou de viver como se fosse um país insular para se inserir num contexto de União Europeia e de integração com os demais países da Europa."

    Na avaliação do Professor Creomar de Souza, Mário Soares era, acima de tudo, um humanista:

    "Muito mais do que um socialista, dono de um perfil político conciliador, Mário Soares era um humanista. Em todas as eleições de que participou, tendo ganho ou não, ele sempre acreditou nos ideais de democracia, calcada no diálogo, na liberdade de expressão e na pluralidade de idéias."

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    funeral, ditadura, desenvolvimento, integração, democracia, Mário Soares, Creomar de Souza, Antônio de Oliveira Salazar, Lisboa, União Europeia, Portugal, Europa, Brasil
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