10:02 22 Agosto 2017
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    Candidata democrata à presidência norte-americana Hillary Clinton e sua ex-asessora Huma Abedin

    Ex-diplomata americano acusa assessora de Clinton de ajudar a disseminar islamismo

    © AFP 2017/ MANDEL NGAN
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    Eleições nos EUA (112)
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    Ex-diplomata americano e conselheiro da bancada republicana no Senado, Jim Jatras, afirma que Huma Abedin, que tem sido acusada pela mídia independente de ter ligações com a organização islamista Irmandade Muçulmana, contribuiu para a política desastrosa dos EUA no Oriente Médio e impulsionou a disseminação do islamismo.

    Nesta quarta-feira (2), em uma entrevista concedida à Sputnik Internacional, Jim Jatras, ex-diplomata americano e conselheiro da fação republicana no Senado comunicou:

    "Posso dizer com toda a certeza que a política desastrosa de Hillary Clinton, que contribuiu para as chamadas ‘Primaveras Árabes’, abrindo caminho ao desenvolvimento do islamismo, foi elaborada em  estreita colaboração com Abedin".

    Abedin poderá ser nomeada como chefe da Administração caso a candidata democrata vença as eleições na próxima terça-feira.

    O ex-marido de Abedin, Anthony Weiner, ex-congressista norte-americano, tinha escondido um lote de 650 mil e-mails, alguns deles ligados a Clinton, no seu computador portátil. As cartas acabaram por ser descobertas por agentes do FBI, que estão investigando mensagens de conteúdo erótico que o político tinha enviado a uma moça de 15 anos.  

    "Tendo obtido um cargo estreitamente ligado à então secretária de Estado Hillary Clinton, Huma Abedin podia dar conselhos a um dos principais arquitetos da política externa de Obama sem ninguém a questionar ou até saber disso", destacou Jatras.

    O ex-diplomata também observou que todos sabiam da pouca habilidade de Clinton para digitar. É por isso que "todos os e-mails extensos enviados da conta de Clinton foram certamente escritos por terceiros, provavelmente por Huma Abedin ou Cheryl Mills", adiantou.

    Jatras também destacou que o cargo de Abedin fez com que ela ganhasse imensa influência e poder, ao ponto de ela até poder (claro que com a bênção de Clinton) dar instruções e elaborar políticas como se ela própria fosse secretária de Estado.

    Jatras também questiona por que é que o Departamento de Estado norte-americano e a Administração de Obama nunca se mostraram preocupados com o passado de Abedin, seus laços estreitos com a célula da Irmandade Muçulmana  nos EUA, onde seu pai foi uma figura eminente, enquanto a mãe de Huma e ela própria editaram uma revista oficial do movimento.

    "As relações entre Hillary e Huma são extremamente íntimas, tanto ao nível pessoal como profissional", afirmou.

    Todas as pessoas que ousaram a levantar a questão sobre as ligações polêmicas de Huma Abedin já encararam acusações duras, injustificadas e, ao mesmo tempo inevitáveis, de serem ‘islamofóbicos’, racistas e intolerantes, explicou Jatras. 

    Huma Abedin nasceu nos EUA, mas durante 17 anos morou na Arábia Saudita. Em 2012 cinco congressistas norte-americanos solicitaram iniciar uma investigação sobre as ligações da família de Abedin ao agrupamento terrorista, mas Huma conseguiu escapar às suspeitas.

    Na percepção da administração de Obama, a Irmandade Muçulmana representa uma força islâmica moderada,  até democrática e opositora dos chamados ‘radicais’, tais como Al-Qaeda, concluiu.

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    assessor, política externa, emails, escândalo, eleições nos EUA, Primavera Árabe, Departamento de Estado dos EUA, Casa Branca, FBI, Al-Qaeda, Irmandade Muçulmana, Jim Jatras, Huma Abedin, Anthony Weiner, Hillary Clinton, Oriente Médio, Arábia Saudita, EUA
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