23:42 21 Janeiro 2020
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    Os comandantes militares americanos querem usar seus apelos para criar base espacial nos sistemas militares para justificar renovada gigante do orçamento, disse à Sputnik um veterano aposentado, analista do Departamento de Defesa, Franklin Spinney.

    No início desta semana, a edição Washington Post, informou que o subsecretário de Estado para Controle de Armas Frank Rose manifestou a sua preocupação sobre a continuação do desenvolvimento da Rússia e da China das armas antissatélite.

    "O Pentágono precisa de uma guerra fria por razoes do PR [relações públicas] e quer transferir o dinheiro do seu orçamento incontrolado para as suas contas de investimento", disse na quinta-feira (12) Franklin Spinney, que trabalhou no Departamento da Defesa por 33 anos.

    No entanto, os Estados Unidos continuaram a investir muito mais nas armas no espaço do que a Rússia ou a China, apontou Spinney:

    "A melhor maneira de começar uma sensação para isso seria comparar os esforços de armamentização russos e chineses no espaço com os dos EUA".

    Os maiores empresários da defesa dos EUA precisaram manter entre público americano e o Congresso os receios da Rússia e da China para conservar o ambiente político necessário para justificar os programas ainda mais caras, observou Spinney.

    "Lembrem, sem uma ameaça de superpotência ou ameaça de quase superpotência (lede Rússia e China), o Complexo Militar-industrial [MICC, na sigla em inglês] esta sofrendo. A guerra contra o terror está saindo da sua sequencia e mais cedo ou mais tarde as pessoas vão perguntar para que este furto", frisou.

    Neste clima político, o Pentágono precisa de uma guerra fria por razoes de promoção e quer transferir o dinheiro do seu orçamento incontrolado para as suas contas de investimento, continua Spinney:

    "Os EUA enfrentam o problema de lançamento de satélite, de modo que o Pentágono precisa de apoio para um novo e maior satélite de lançamento de foguetes. Contando com os foguetes russos para alguns dos nossos lançamentos, principalmente o apoio de Space Statement é uma vergonha".

    Uma corrida armamentista no espaço ajudará a atrair mais de 1 trilhão de dólares do programa de modernização nuclear que o Departamento da Defesa está começando, disse Spinney.

    "A partir de agora, o Pentágono está começando um novo bombardeiro, um novo SNLMB [submarino nuclear lançador de mísseis balísticos], um novo ICBM [míssil balístico intercontinental], um novo ALCM [míssil de cruzeiro subsônico], e uma atualização para o bomba nuclear B-61, incluindo um PGM [munições guiadas de precisão]".

    Outras propostas incluem uma atualização do Trident II SLBM [míssil balístico lançado de submarino], uma grande atualização das capacidades da base espacial de gestão de batalha (C3ISR) e a renovação da infraestrutura nuclear, acrescenta Spinney.

    "Eu tenho uma visão cínica — as ramificações do orçamento poderiam fazer a corrida anglo-alemã [antes da Primeira Guerra Mundial] um século atrás, parecer como um piquenique da escola dominical", conclui Spinney.

    Em 2008, os governos da Rússia e da China apresentaram uma proposta de um acordo internacional para evitar a implantação de armas no espaço, mas o governo dos EUA sob a presidência de George W. Bush e Barack Obama tem consistentemente rejeitado a realização das negociações para celebrar o acordo.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    opinião, base espacial, espaço, corrida armamentista, Departamento de Defesa dos EUA, China, Rússia, EUA
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