16:02 26 Setembro 2020
Ouvir Rádio
    Análise
    URL curta
    151
    Nos siga no

    “O mundo ainda não prestou suficiente atenção à questão do terror”, adverte Ricardo Cabral, especialista em estudos relacionados ao combate ao terrorismo internacional e professor-colaborador da Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro.

    Esta quinta-feira, 7, marcou o primeiro aniversário do atentado terrorista contra a redação do jornal satírico francês “Charlie Hebdo”. Nesta data, em 2015, os irmãos Saïd e Chérif Kouachi invadiram a sede do periódico, armados com fuzis Kalashnikov, mataram 12 pessoas e feriram gravemente outras 11.

    No mesmo dia, outro francês de origem muçulmana, Amedy Coulibaly, matou uma policial, e no dia seguinte invadiu um mercado de artigos culinários judaicos (kasher), matando 4 pessoas, ferindo outras e por fim sendo morto pelas forças de segurança.

    Os assassinos se identificaram como simpatizantes e militantes da organização extremista Estado Islâmico (Daesh), dizendo que não iriam tolerar quaisquer outras atitudes contrárias ao islamismo.

    Os atentados geraram uma onda de pânico pelo mundo, e em vários países, sobretudo na Europa, a segurança foi reforçada com vistas à prevenção de novos atos terroristas. Nada disso, porém, impediu outros militantes do Daesh, com conexões em Bruxelas, na Bélgica, de cometer os bárbaros atos terroristas de 13 de novembro em Paris, matando e ferindo dezenas de pessoas.

    Na opinião do Professor Ricardo Cabral, “os recrutadores de organizações como o Daesh (o autodenominado Estado Islâmico) têm muita facilidade para circular pelos grandes centros das maiores metrópoles mundiais, abordar jovens e conquistá-los com promessas de enriquecimento fácil e rápido se aderirem às suas organizações. Por isso, é necessário coibir a liberdade com que estes recrutadores circulam, através de um forte trabalho de inteligência e reforço da segurança”.

    Para Ricardo Cabral, as ações contra as organizações terroristas devem ser concertadas entre as nações, de uma forma harmônica, para que o terrorismo internacional seja contido.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

    Mais:

    ‘EUA não conseguirão erradicar o Daesh em 2016’ - Casa Branca
    Como o Daesh impede as pessoas de fugir do seu califado
    Qual é a ligação entre racismo ocidental e o Daesh?
    Balanço lúgubre: Daesh afugenta jornalistas da Síria
    Tags:
    Daesh, Amedy Coulibaly, Said Kouachi, Chérif Kouachi, Ricardo Cabral, Bruxelas, Paris
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar