23:46 15 Outubro 2019
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    Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de posse do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa

    Questão da Previdência e política tributária são desafios imediatos da economia brasileira

    Roberto Stuckert Filho/PR
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    A Presidenta Dilma Rousseff cancelou sua programada estadia na Base Naval de Aratu, na Bahia, onde costuma descansar todos os anos, desde o seu primeiro mandato, no período do Natal até a passagem do ano. O Deputado Ênio Verri comenta: “É respeito pelo país e pela população brasileira.”

    Em função da necessidade de reordenar a economia do Brasil, Dilma substituiu a viagem à Bahia por uma visita à filha e aos netos que moram em Porto Alegre, e na segunda-feira, 28, comandará em Brasília uma reunião com os Ministros Nélson Barbosa (Fazenda), Valdir Simão (Planejamento) e demais integrantes da equipe econômica.

    Para o Deputado Federal Ênio Verri (PT-PR), a decisão da presidente de suspender seu descanso de fim de ano deve ser elogiada: “Dilma demonstrou, publicamente, respeito pelo país e pela população brasileira”, disse o parlamentar à Sputnik Brasil.

    Professor de Economia da Universidade Estadual de Maringá e presidente do Diretório Regional do Partido dos Trabalhadores em seu Estado, Ênio Verri declarou que Dilma está em condições de retomar os projetos para a recuperação do país e que o cenário de apoio político no Congresso é real.

    A exemplo de outros colegas do PT, Ênio Verri se mostra favorável à redução do recesso parlamentar, iniciado neste 23 de dezembro, e sugere que a presidente faça uma convocação extraordinária, uma vez que os trabalhos no Congresso só serão reiniciados em 2 de fevereiro de 2016.

    “A Presidenta Dilma tem grandes desafios para o ano de 2016”, constata o Deputado Verri. “O trabalho da nova equipe econômica, que tem a mesma maneira de pensar da presidente, é como pensar as reformas estruturais neste nosso país. O ajuste econômico pensado pelo ex-Ministro Joaquim Levy tinha uma característica de curto prazo – ele olhava 2015 e, no mais tardar, 2016. Isso não dá mais. É preciso que se pense, e é o que ela pensa também, o que vamos fazer com os problemas estruturais do país, e como alcançar o equilíbrio com desenvolvimento, distribuição de renda e geração de emprego. Aí entram pautas muito complicadas, como a da Previdência, que é um grande desafio. Temos que analisar por que o maior problema da Previdência não são os trabalhadores da iniciativa privada, onde ampla maioria é aposentada com salário-mínimo. Nós temos sérios problemas na Previdência do setor público, com salários altíssimos de aposentadoria e que precisam ser, no mínimo, moralizados.”

    O Deputado Ênio Verri destaca ainda:

    “Nós temos também a questão tributária do país. Temos uma crise de 500 anos, em que toda a política tributária do país é voltada para o consumo e não para a renda, como seria o normal em qualquer país desenvolvido. Tem que tributar os mais ricos e não os mais pobres. Isso pode parecer coisa simples, uma Previdência e uma política tributária mais justa, mas num país onde a elite tem o poder que tem ainda, principalmente nos meios de comunicação, será um desafio gigantesco para o ano que se aproxima.”

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

    Tags:
    recesso, Previdência Social, economia, política, governo brasileiro, PT, Joaquim Levy, Ênio Verri, Valdir Simão, Nélson Barbosa, Dilma Rousseff, Brasil
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