08:27 25 Setembro 2020
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    “As relações de comércio entre Brasil e Argentina poderão ser modificadas a partir da recente decisão tomada pelo Governo argentino de eliminar totalmente o imposto de exportação sobre trigo, milho e carnes e fazer a redução de 5 pontos percentuais sobre a soja.”

    A avaliação é do empresário José Augusto de Castro, presidente da AEB – Associação de Comércio Exterior do Brasil. Ao abordar o tema das exportações brasileiras no ano que está se encerrando e no próximo, o empresário falou também do comércio bilateral Brasil-Argentina.

    A AEB prevê para 2016 o dólar cotado entre R$ 4,00 e R$ 4,50, e, de forma geral, estima as exportações brasileiras no ano que vai se iniciar em US$ 187 bilhões, e as importações, em US$ 158 bilhões.

    As estimativas para o fechamento de 2015 são de US$ 189 bilhões em exportações e de US$ 173 bilhões em importações. Os resultados definitivos de 2015 deverão ser conhecidos já nos primeiros dias de 2016, segundo o empresário José Augusto de Castro.

    Sobre o comportamento da balança comercial brasileira em 2016, José Augusto de Castro afirma:

    “Até a própria Argentina que, a partir de quinta-feira, 17, passou a ter câmbio livre, acaba indiretamente influenciando o Brasil. E também a decisão desta semana de isentar de imposto de exportação os produtos da Argentina, tipo milho, soja, carne, indiretamente vai atingir o Brasil. Também porque isso vai fazer com que a Argentina volte ao mercado internacional desses produtos, aumentando a oferta, e vai fazer com que a cotação dos produtos caia. Além disso, só o fato de a Argentina mudar a política cambial também contribui para a redução das cotações das commodities, o que atinge o Brasil.”

    O presidente da AEB diz ainda que, “indiretamente, uma decisão da Argentina vai ter reflexo aqui no Brasil, no mercado interno”.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    comércio bilateral, relações bilaterais, AEB, José Augusto de Castro, Mauricio Macri, Brasil, Argentina
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