00:58 07 Dezembro 2019
Ouvir Rádio
    Candidatos à presidência da Argentina, Daniel Scioli (esquerda) e Mauricio Macri (direita) participam da inauguração de um novo prédio da Editorial Perfil, em Buenos Aires. 23 de outubro de 2015.

    Segundo turno na eleição presidencial na Argentina: uma corrida sem favorito

    © REUTERS / Agustin Marcarian
    Análise
    URL curta
    Por ,
    312
    Nos siga no

    A Argentina vai voltar às urnas em 22 de novembro para decidir, no segundo turno, quem será seu próximo presidente: Daniel Scioli ou Mauricio Macri? Scioli, candidato de Cristina Kirchner, já disse que “governará para todos, não apenas para os ricos”, enquanto Macri carrega a marca de neoliberal.

    Depois da surpresa do resultado do primeiro turno das eleições, ocorrido em 25 de outubro, quando muitos especialistas já achavam que a vitória de Daniel Scioli estava certa, em entrevista exclusiva para a Sputnik Brasil o professor de História e Relações Internacionais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e da Unilasalle, Rafael Araújo, diz que não se tem mais como apontar o favorito à sucessão da Presidenta Cristina Kirchner.

    “Se a eleição do dia 25 deixou uma lição, foi que o cenário político da Argentina para a sucessão presidencial está em aberto”, comenta Araújo. “Eu apostava que Scioli fosse ficar um pouco mais à frente de Mauricio Macri, mas isso não se desenhou. Ocorreu uma vitória de Scioli por apenas 2 pontos percentuais. Eu acho que neste momento a eleição está em aberto. Eu não me arriscaria a apontar um favorito.”

    Os institutos de pesquisa davam uma larga vantagem de vitória para Daniel Scioli, com 37% das intenções de voto, enquanto Macri tinha 25%, e isso não se concretizou nas urnas:

    “Eu me inclino a crer que haja uma possibilidade maior de Scioli ganhar as eleições, mas aí de fato é um palpite em cima não só do histórico da Argentina nos últimos 14 anos mas por conta da popularidade de Cristina Kirchner.”

    O especialista em relações internacionais acredita que, se houver uma união de Scioli com os setores mais alinhados com a política do kirchnerismo, ele terá mais chances de ganhar as eleições.

    “Por conta de um ativismo mais intenso de Cristina Kirchner no segundo turno, ela, que sai da Presidência com uma aprovação de mais de 50%, poderá garantir os votos para que Scioli ganhe.”

    Rafael Araújo ressalta que a definição do segundo turno poderá depender também de quem Sergio Massa, o terceiro colocado no primeiro turno, decidir apoiar.

    “Eu acho que o apoio de Sergio Massa poderá ajudar, e muito, a uma das duas campanhas. Os cerca de 20% de votos que ele teve lhe dão um capital político, e o apoio dele se torna importante. Na última semana, tanto os aliados de Daniel Scioli quanto os de Mauricio Macri vêm disputando o apoio de Massa, tentando convencê-lo a apoiar uma das duas chapas, mas até agora ele não se pronunciou nem por um nem por outro.”

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

    Mais:

    Terceiro colocado nas pesquisas pode definir eleições presidenciais na Argentina
    Tags:
    eleições presidenciais, Sergio Massa, Cristina Kirchner, Rafael Araújo, Mauricio Macri, Daniel Scioli, Argentina
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar