13:53 18 Junho 2018
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    Chanceler russo e reitor de uma das maiores universidades russas na cúpula dos BRICS
    © Foto : Agência photohost do BRICS

    'Rede de Universidades dos BRICS deve ter padrão original de pesquisas'

    Análise
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    Arnaldo Risemberg
    BRICS: organização do futuro (189)
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    Um dos acadêmicos brasileiros presentes esta semana em Moscou para discutir temas da área de educação, ciência e tecnologia no âmbito dos BRICS conta a experiência de participar de importantes painéis desses setores. Fabiano Mielniczuk falou com exclusividade à Sputnik Brasil.

    O professor de Relações Internacionais Fabiano Mielniczuk, do Instituto Audiplo e da Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio Grande do Sul, esteve esta semana em Moscou, cumprindo diversos compromissos relacionados aos BRICS. Entre os vários eventos estava a Cúpula Global das Universidades dos BRICS, evento oficial da Presidência da Rússia, realizado de segunda, 26, a esta quarta-feira, 28.

    Cerca de 400 representantes dos cinco países BRICS participaram da Cúpula, organizada pelas Universidades MGIMO – Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou, Estatal de Moscou Lomonosov, Amizade dos Povos e MISiS – Universidade de Ciência e Tecnologia de Moscou. Entre os temas do Fórum constaram a mobilidade acadêmica, a migração educacional, os rankings e as cooperações entre as universidades.

    “Nós tivemos ontem a abertura da Cúpula das Universidades BRICS, que contou com a presença do Ministro de Relações Exteriores Sergei Lavrov e do Ministro da Educação Dmitry Livanov”, contou Fabiano Mielniczuk. “Eu tive oportunidade de participar do evento de hoje, na Universidade da Amizade dos Povos, a famosa Patrice Lumumba, e apresentar algo a respeito de como vejo a constituição de uma Rede de Universidades dos BRICS e de como é necessário que os BRICS discutam quais são os valores que vão fundamentar as atividades de pesquisa dessas universidades, para não reproduzirem um padrão universitário totalmente ocidental mas também para não se colocarem contra muitas coisas boas que existem na academia ocidental. O painel do qual eu participei foi mediado pelo reitor da Universidade da Amizade dos Povos”.  

    Já no MGIMO – Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou, o Professor Mielniczuk participou, hoje, da Conferência da Associação Russa de Relações Internacionais.

    “Como acadêmico que estudo os BRICS no Brasil, falei sobre quais seriam as perspectivas do BRICS na visão brasileira, e os participantes da Índia, da África do Sul e da Rússia falaram de seus respectivos países”, conta Mielniczuk. “Foi um debate mais acadêmico, pois não eram representantes de Governos e sim acadêmicos falando sobre a leitura que se tem a respeito do que está acontecendo. Eu fiz algumas ponderações sobre uma mudança na postura brasileira, que me parece que nos últimos anos, a partir do Governo Dilma Rousseff, no nível das negociações intergovernamentais, tem enfatizado menos a importância dos BRICS. Foi um debate muito interessante”.

    Tema:
    BRICS: organização do futuro (189)
    Tags:
    Cúpula Global das Universidades dos BRICS, MGIMO, Universidade da Amizade dos Povos, Audiplo, Universidade Estatal de Moscou, BRICS, Dmitry Livanov, Fabiano Mielniczuk, Sergei Lavrov, Dilma Rousseff, Rio Grande do Sul, África do Sul, Índia, China, Moscou, Rússia, Brasil
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