19:54 14 Junho 2021
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    A Rússia sedia mais uma vez a WorldFood Moscow 2015, realizada de 14 a 17 deste mês. Apontada como a maior feira de alimentação mundial, ela conta com uma destacada participação do Brasil, com produtos de 20 empresas.

    Esta é a segunda vez que a Apex-Brasil – Agência de Promoção de Exportações e Investimentos participa do evento, e o seu gerente de Exportação, o economista Christiano Braga, falando com exclusividade para a Sputnik Brasil, avalia a expectativa dos produtores brasileiros em relação ao grande mercado consumidor da Rússia. Braga destaca que “a comitiva brasileira é formada majoritariamente por empresas do setor de carnes, principal produto exportado pelo Brasil para a Rússia, mas também do setor de alimentos, especialmente frutas frescas e cereais e suco de frutas”.

    Christiano Braga lembra que “as empresas participantes da WorldFood no ano passado tiveram um resultado de 114 milhões de dólares entre negócios imediatos e os realizados ao longo dos 12 meses seguintes”.

    O gerente da Apex-Brasil informa ainda que, com o recente lançamento, por parte do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, do Plano Nacional de Exportações, a Rússia é um dos mercados-alvo dessa ação do Governo brasileiro:

    “A Rússia é um mercado grande. Um mercado maduro para vários segmentos, e o Brasil é tradicionalmente um exportador importante. Nós temos um saldo comercial na relação entre Brasil e Rússia. Em 2014 exportamos US$ 3,8 bilhões, e a Rússia importou US$ 3 bilhões, ou seja, um superavit na casa dos US$ 800 milhões na balança comercial entre os dois países. As carnes bovina, suína e de frango hoje representam 63,5% do total das vendas brasileiras para esse mercado, mas destacamos outras oportunidades pelo tamanho do mercado russo. Pela importância estratégica da economia russa, nós vemos, além das carnes, o segmento de chocolates e confeitos, o segmento de cafés especiais, os produtos agrícolas e alimentos para o consumidor em geral. São segmentos que têm um forte potencial de entrada na Rússia.”

    O economista também ressalta uma boa oportunidade de entrada de produtos brasileiros nos setores russos de calçados, máquinas agrícolas, equipamentos médico-odontológicos, autopeças, setor aeroespacial e segmento de software.

    Brasil e Rússia vêm trabalhando para ampliar as relações comerciais. A meta dos dois países é de passar de uma balança comercial de cerca de US$ 7 bilhões para um volume de US$ 10 bilhões.

    Com o fim de promover o comércio exterior do Brasil com a Rússia, a Apex, segundo Christiano Braga, além de desenvolver ações de participação das empresas brasileiras em feiras, também realiza um trabalho junto ao setor privado, através de projetos setoriais, em que é apresentado um conjunto de ações para o mercado russo.

    “Até o fim do ano 2015”, diz Braga, “nós temos a perspectiva de realizar pelo menos 10 ações no mercado russo, seja participando em feiras referentes aos segmentos que tenham a Rússia como mercado-alvo, seja trazendo compradores russos para o Brasil, formadores de opinião, para conhecer in loco as nossas empresas.”

    Christiano Braga cita ainda que a Apex tem uma agenda estratégica de atração de investimentos, em que seleciona um conjunto específico de segmentos estratégicos para a economia brasileira. Além disso, há um escritório  da Apex atuando em Moscou, que atende não só as empresas brasileiras instaladas naquele mercado mas também as empresas que queiram se internacionalizar para o mercado russo.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

    Tags:
    alimentos, WorldFood Moscow, WorldFood Moscow 2015, Apex Brasil, Christiano Braga, Rússia, Brasil
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