05:28 24 Setembro 2017
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    Bandeiras da União Europeia

    União Europeia precisa pensar antes de fazer novos passos, diz ativista

    © AP Photo/ Virginia Mayo
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    A Sputnik falou com um dos animadores do projeto de referendo que questionará a necessidade de associar a Ucrânia à União Europeia.

    Van Rossem, um dos autores do blog Geen Stijl, acredita que crescimento excessivo da UE “não quadra no nosso modelo democrático”, ameaçando “tanto o bem-estar dos holandeses, como as pessoas de outros países europeus”.

    “As pessoas vêm lentamente perdendo a sua voz democrática em uma União Europeia que cresce e se amplia”, afirma Van Rossem. Ele advoga por reduzir a velocidade em aceitar novos membros, porque sempre é preciso avaliar as expectativas de integração:

    “A zona de ampliação da UE inclui espaços onde os valores culturais, sociais e econômicas do resto da União Europeia nem sempre são apoiados ou compartilhados. E isso acontece com uma velocidade que dificulta a superação destas divergências. Nós vemos isso, por exemplo, na Grécia: há divergências nem tão fácil de se superar. E como se isso for pouco, eles [a UE] tenta superá-las a uma velocidade enorme. Nós acreditamos que é preciso parar e avaliar o próximo passo antes de fazer este passo”.

    Os holandeses são bem informados sobre os acontecimentos na Ucrânia, acha o entrevistado. Porém, “muitos ignoram o fato de que a intervenção europeia em Kiev só pôs mais lenha no fogo desta crise violenta”. E daí surge a falta de compreensão, fomentada pela omissão de certos fatos na mídia europeia. Como, por exemplo, a presença de membros do Parlamento Europeu na praça da Independência – Maidan Nezalezhnosti – em Kiev no ano passado, disse o ativista.

    Falta autocrítica na Europa, resume Van Rossem.

    Euroassociação

    A Ucrânia assinou a parte política do acordo de associação da Ucrânia à União Europeia em 21 de março de 2014, um mês depois do golpe de Estado e uma semana depois do referendo onde os habitantes da península da Crimeia quiseram ser parte da Rússia. A parte econômica (considerada a mais importante) do documento foi assinada em 27 de junho. Já em 16 de setembro do ano passado, o texto do documento foi ratificado pela Suprema Rada (parlamento da Ucrânia) e pelo Parlamento Europeu. Em 1 de novembro, o acordo começou a vigorar parcialmente, especulando a entrada em vigor da cláusula sobre a criação de uma área de livre comércio a partir de 1 de janeiro de 2016.

    Para que o documento inteiro vigorar, o acordo deve ser ratificado pela totalidade dos países-membros da União Europeia.

    Tags:
    referendo, União Europeia, Ucrânia, Holanda, UE
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