13:41 22 Outubro 2017
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    Local da queda do voo MH17 da Malaysia Airlines, no leste da Ucrânia, em julho de 2014

    Especialista: Vazamentos de informações sobre voo MH17 não podem ser levados a sério

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    Opinião
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    A rede de televisão CNN, dos Estados Unidos, divulgou parte do relatório elaborado pelos peritos holandeses que estão analisando as causas da tragédia com o Boeing 777 da Malaysia Airlines, ocorrida há um ano. O especialista Milian Heymann comenta o fato, com exclusividade para a Sputnik Brasil.

    Em 17 de julho de 2014 o avião do voo MH17 caiu em Donetsk, no Leste da Ucrânia, área de intensos conflitos envolvendo grupos independentistas da região de Donbass e militares do Governo de Kiev. O avião havia decolado de Amsterdã, na Holanda, com destino a Kuala Lumpur, na Malásia.

    Segundo os peritos holandeses, um míssil Buk, disparado de uma base terrestre naquela região, foi o responsável pela tragédia que matou todas as 298 pessoas que estavam a bordo: 283 passageiros e 15 tripulantes. 

    Sobre esta divulgação preliminar do relatório feita pela rede de TV americana CNN, o experiente comandante de voos internacionais e também piloto militar Milian Heymann afirmou à Sputnik Brasil: “Em primeiro lugar, quero deixar claro que todas estas considerações divulgadas sobre a tragédia com o avião da Malaysia Airlines são especulações. Este acidente envolve várias nações e vários interesses. Parece um grande tabuleiro de xadrez”.

    “Eu diria que aconteceu o seguinte: a Malaysia Airlines decidiu manter aquele voo sobre uma área conturbada e conflagrada, mesmo ciente dos riscos que tal decisão acarretaria”, diz o Comandante Heymann. “Desde que venho comentando estes fatos, esta tragédia, tenho dito que a rota sobre a Ucrânia era a mais curta para o voo entre Amsterdã e Kuala Lumpur. Porém, era a rota mais segura? Evidentemente que não. Os fatos, infelizmente, demonstraram isso. As 298 pessoas que estavam a bordo daquele avião morreram e seus corpos foram carbonizados. Culpa de quem? É preciso investigar que tipo de interesse levou uma empresa aérea a comprometer a segurança de um voo ao autorizar aquela rota sobre uma área extremamente conflagrada como era Donetsk, na época. Segundo esse relatório – e eu estou me baseando apenas no que foi divulgado, até porque não tive acesso direto a qualquer documento da investigação –, um míssil Buk foi lançado de uma base terrestre em Donetsk e provocou a desintegração do avião, matando todos os que estavam a bordo. Agora, quem fez isso, quem autorizou o disparo deste míssil, são questões que precisam ser esclarecidas e demandam intensas investigações. A minha hipótese é a seguinte: o míssil foi lançado e não explodiu contra a aeronave. O que eu concluo, pela observação das fotos divulgadas, é que este míssil foi lançado contra um avião militar, detectado pela estação de radar que compõe o equipamento Buk. Este avião militar conseguiu se esconder atrás do Boeing 777 da Malaysian Airlines e ‘enganou’ a trajetória do míssil. Além disso, aviões militares possuem um dispositivo antimísseis que, ao ser acionado, faz com que a arma se desintegre antes de atingi-los. A onda de calor que se seguiu à desintegração do míssil pode ter atingido o avião comercial e provocado a tragédia". 

    Heymann acrescenta: “Mas cabe fazer, mais uma vez, a ressalva: estou falando por hipóteses com base na minha experiência de piloto de aviões civis e militares, e na observação das fotos da tragédia que foram divulgadas”.

    Ao concluir, o Comandante Milian Heymann faz mais uma ressalva:

    “Quero deixar bem claro que todos estes vazamentos de informações, que costumam acompanhar o jornalismo investigativo, não podem ser levados muito a sério. É preciso esperar a conclusão dos peritos, a divulgação oficial dos laudos e aguardar as medidas que serão tomadas nos mais diversos âmbitos para se tirar uma conclusão segura e totalmente baseada nos fatos apurados, demonstrados e comprovados”.

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    Tags:
    Buk, MH17, CNN, Malaysia Airlines, Milian Heymann, Donbass, Kuala Lumpur, Malásia, EUA, Kiev, Donetsk, Holanda, Amsterdã, Ucrânia
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