17:35 21 Novembro 2017
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    Grafiti patriótico relacionado à reintegração da Crimeia à Rússia

    Jornalista americano escreve sobre vantagens do referendo na Crimeia

    © Sputnik/ Artem Zhitenev
    Opinião
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    O jornalista americano Kenneth Rapoza publicou na revista Forbes, na rubrica Opinião, um artigo baseado nos resultados de estudos ocidentais independentes que mostram a legitimidade do referendo na Crimeia em 2014.

    A publicação ganhou cerca de 90.000 visualizações, provocou inúmeros comentários de aprovação dos leitores e, parece, indignação de seus colegas. O artigo é notável porque se distingue do tom geral da revista e contradiz a tendência geral no Ocidente de considerar a Rússia ocupante da Crimeia.

    Respondendo a perguntas dos leitores, Rapoza escreve que não tem quaisquer bens nem na Rússia, nem na Ucrânia, não tem esposa russa ou ucraniana e não é, de acordo com palavras dele, “um dos esnobes que não podem viver sem a prosa de Tolstoi e a poesia ucraniana”. Ele apoiou a Rússia só por causa dos fatos evidentes e porque "não gostaria de seguir o rebanho, como muitos dos meus colegas fizeram em 2002", o que depois levou aos acontecimentos no Iraque.

    A opinião dele é baseada nos resultados de pesquisas de duas empresas de estudos de opinião – a americana Gallup e a alemã GFK. As inúmeras entrevistas de moradores da Crimeia mostraram que os ucranianos, russos étnicos e tártaros queriam que a península fosse parte da Rússia. Cerca de 93% da população avalia positivamente os resultados do referendo. Se no leste da Ucrânia 84% dos habitantes apoiam o modo europeu de desenvolvimento, nas regiões orientais — só 19%. O apoio no sudeste à integração na OTAN é menor.

    No entanto, depois do artigo de Rapoza foi publicada a opinião da sua colega, Andrea Chalupa, sob a manchete "Um ano depois na Crimeia: os estudos não contam a história toda" ("One Year Later In Crimea: Polls Don't Tell The Whole Story"). Na verdade, os dados de pesquisas não contam a história toda (tanto mais que são os jornalistas que leem os documentos com dados, e não os leitores), e acontece que eles podem ser interpretados de acordo com a opinião do autor. 

    Por exemplo, Chalupa, em particular, escreve sobre os soldados russos que estavam na Crimeia durante o referendo. Segunda ela, isso é um dos fatos demonstrados que os crimeanos votaram contra sua vontade. As autoridades russas não refutaram este fato. O presidente Vladimir Putin afirmou que era necessário proteger os habitantes da Crimeia e não havia outra escolha: a Rússia tinha informações de que as autoridades ucranianas radicais estavam prontas para levar a cabo uma grande ação terrorista na península. Ele também acrescentou que, após o referendo, o Ocidente tentou por todos os meios possíveis impedir a reunificação da Crimeia com a Rússia.

    Como Kenneth Rapoza disse no seu artigo, apesar das tentativas de Kiev, Bruxelas e Washington de provar o contrário, o referendo foi legítimo, e "mais cedo ou mais tarde, o Ocidente terá de aceitar os resultados dele". "Desde que todos nós não acreditemos que os moradores ouvidos pela Gallup e GFK votaram com agentes armados dos serviços de segurança russos atrás", escreve.

    É importante o fato de o estudo de Gallup, que ambos os autores usam, ter durado quase um ano. A organização questionou moradores imediatamente após o referendo, e, pouco tempo depois, 93% da população da Crimeia disseram que os resultados satisfaziam as suas expectativas. A pesquisa foi repetida quase um ano depois, e a proporção não mudou. Os crimeanos também foram perguntados como suas vidas mudaram nesse tempo. Quase 90% dos habitantes da península relatou que sua situação financeira melhorou ou permaneceu a mesma. Ao mesmo tempo, os sociólogos ucranianos afirmam que mais de 90% da população ucraniana se queixa que ficou mais pobre. 

    Também há informações de como os crimeanos encaram na mídia ucraniana. Apenas 1% da população da península acredita que a mídia ucraniana deu informações objetivas sobre o que estava acontecendo na Crimeia. Cerca de 80% acredita que esta informação era falsa.

    Tags:
    jornalistas, pesquisa, mídia, Crimeia, EUA, Ucrânia, Rússia
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