21:02 23 Março 2017
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    Casa Branca de Washington

    Opinião: o Prêmio Nobel da Paz ataca

    © Sputnik/ Ekaterina Chesnokova
    Opinião
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    Aleksander Medvedovsky
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    Sanções e ameaças, ameaças e sanções, às vezes bombardeio. Esta é a receita atual nas relações internacionais dos Estados Unidos.

    Recentemente, a agência de inteligência Stratfor publicou o comentário: “Estados Unidos e Rússia: Exercícios e Veneno”. 

    Vejamos: os Estados Unidos estão mandando 300 militares para o treinamento do exército ucraniano; na cidade de Narva, na Estônia, a 300 metros da fronteira da Rússia, blindados do exército americano participam de um desfile militar; Canadá e Polônia vendem armamentos para a Ucrânia; as marinhas dos Estados Unidos, Bulgária e Romênia realizam treinamentos no mar Negro; e as forças da OTAN estão à distância de 165 quilômetros da fronteira da Rússia. 

    São fatos indiscutíveis, mas a histeria continua.

    O principal aliado dos Estados Unidos, o Primeiro-Ministro do Reino Unido, David Cameron, bradou: "Vamos defender a Inglaterra! Vamos vencer a Rússia!" 

    En passant… Não se faz mais primeiro-ministro da Inglaterra como antigamente. 

    Como não lembrar uma das famosas frases de Winston Churchill: “Otimismo não é suficiente para fazer um vidente.”

    Enquanto isso, a Rússia afirma desejar o fim da crise política e econômica em Kiev. 

    Também enquanto isso, o Prêmio Nobel da Paz, na Casa Branca, continua a aumentar a lista dos desafetos e inimigos. Chipre e Síria, Hungria e Grécia, Israel, China e Rússia – cada um leva o seu puxão de orelha, mas para a Rússia tudo é redobrado. 

    Sanções e ameaças, ameaças e sanções, às vezes bombardeio. Esta é a receita atual nas relações internacionais dos Estados Unidos. Na História americana do século XX não consta tanta discórdia. A cada dia o número dos bem-comportados diminui. 

    Com isso a quantidade de brigas, que se tornam cada vez mais violentas, aumenta. E aí vale tudo – apoio dos monarcas-ditadores, fascistas, neonazistas, além dos movimentos vestidos em roupa modernista e democrática, e que após a chegada ao poder continuam os mesmos ladrões e corruptos de sempre. 

    Como defender esse povo todo, tão diferente e multicolorido?

    A receita é única e vale para todos. 

    Primeiro ato: "Apoio aos movimentos democráticos".

    Segundo ato: "Aparecimento de um mártir” (se for no plural, melhor ainda).

    Terceiro ato: "Promessas e apoio moral da ‘democracia ocidental’".

    Quarto ato: "Happy end" (com participação de Romênia, Bulgária, Polônia e vários outros).

    Mas antes disso, durante e depois, as manobras militares, acompanhadas da histeria da mídia sobre o inimigo que está chegando. 

    Aonde quer chegar o Prêmio Nobel da Paz?

    O pior Presidente dos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial, segundo o próprio povo americano, foi Harry Truman. Será que essa permanente briga pela liderança tem o objetivo de tornar o atual ocupante da Casa Branca o primeiro nesse quesito?

    Os próximos meses vão ajudar a responder essa pergunta…

    Tags:
    relações internacionais, política, Segunda Guerra Mundial, Stratfor, OTAN, Harry Truman, Winston Churchill, David Cameron, Inglaterra, Romênia, mar Negro, Estônia, Chipre, Polônia, Hungria, Bulgária, Grécia, Síria, Canadá, Kiev, Israel, Europa, Reino Unido, China, EUA, Ucrânia, Washington, Rússia
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