05:47 29 Setembro 2020
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    Um dinossauro que morreu há 76 milhões de anos tinha um tumor maligno que teria "paralisado" o animal, descobrem cientistas.

    Esta é a primeira vez que cientistas identificaram a presença de um câncer, que pode se espalhar para outras partes do corpo, em um dinossauro, de acordo com um estudo publicado pela Lancet Oncology, conforme divulga a Newsweek.

    O dinossauro em questão viveu entre 77 milhões e 76 milhões de anos atrás, no atual território do Canadá. O animal pertencia à espécie Centrosaurus apertus, um quadrúpede herbívoro com chifres de 5,4 metros de comprimento.

    Os restos do dinossauro foram primeiramente descobertos no Parque da Província de Alberta, no Canadá. Na época, paleontologistas verificaram que um dos ossos dos membros - a fíbula - estava deformado, algo que pensavam ser resultado de uma fratura em processo de cura.

    ​Dinossauro com câncer agressivo "paralisante" em estágio avançado é descoberto no Canadá

    Contudo, após reparar na característica incomum do osso, uma equipe de cientistas do Museu Real de Ontário e da Universidade McMaster (Canadá) decidiu examinar os restos com modernas técnicas médicas.

    Após fazer diversas análises, a equipe concluiu que o dinossauro sofria de um câncer ósseo maligno, conhecido como osteossarcoma, na fíbula, o que explicaria as estranhas deformações.

    "Diagnósticos de cânceres agressivos como este em dinossauros têm sido difíceis de explicar, requerem conhecimento médico e diversos níveis de análises para identificá-los corretamente", afirmou em um comunicado Mark Crowther, professor de Paleontologia e Medicina Molecular, autor do estudo do Museu Real de Ontário, citado pela Newsweek.

    "Aqui, mostramos o inconfundível sinal de câncer ósseo em um dinossauro com chifres de 76 milhões de anos, o primeiro de seu tipo. É empolgante", disse o pesquisador.

    O osteossarcoma é um tipo de câncer que surge nas células dos ossos, sendo habitualmente identificado em ossos longos, como os das pernas, ainda que possa ocorrer em qualquer parte do esqueleto.

    "O osso mostra um câncer agressivo em um estágio avançado. O câncer teria efeitos paralisadores no indivíduo, tornando-o muito vulnerável aos formidáveis predadores tiranossauros da época", afirmou Evans.

    Apesar do diagnóstico, aparentemente o dinossauro morreu em uma enchente, com uma grande manada de animais da mesma espécie.

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    Tags:
    fóssil, descoberta, dinossauro
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