06:38 21 Janeiro 2020
Ouvir Rádio
    Notícias
    URL curta
    460
    Nos siga no

    Reino Unido não teria recebido aviso sobre ataque dos EUA que resultou na morte do major-general iraniano, Qassem Suleimani, nesta sexta-feira (3). O primeiro-ministro do país, Boris Johnson, que está de férias no Caribe, ainda não teria comentado os ataques.

    O governo do Reino Unido não teria sido informado previamente pelo seu aliado, os Estados Unidos, sobre a realização da operação que matou o alto comandante iraniano, reportou a BBC.

    O ex-presidente da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento britânico, Tom Tugendhat, acusa os EUA de repetidamente não notificarem o Reino Unido sobre decisões relevantes.

    "Eu sempre achei que o motivo pelo qual temos aliados é surpreender nossos inimigos, e não uns aos outros, e isso, infelizmente, tem sido um padrão […] a administração dos EUA recentemente não tem compartilhado conosco, e isso é uma questão preocupante", disse Tugendhat de acordo com a BBC.

    Solicitando ao governo dos EUA que "compartilhe muito mais com seus aliados" no futuro, Tugendhat acrescentou:

    "O governo [do Reino Unido] deve fazer escolhas urgentes sobre a segurança de seus cidadãos no exterior e a proteção do pessoal britânico", concluiu.

    O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, que está de férias em uma ilha privada no Caribe, não teria recebido informações prévias sobre o ataque e ainda não emitiu declaração oficial sobre o ocorrido.

    Mulheres mostram fotografias do general Qasem Soleimani, alto comandante das Forças Armadas iranianas
    © REUTERS / WANA
    Mulheres mostram fotografias do general Qasem Soleimani, alto comandante das Forças Armadas iranianas

    Por outro lado, o chanceler do país, Dominic Raab, teria discutido as consequências do ataque com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo. O chanceler disse que o Reino Unido "sempre reconheceu a ameaça agressiva representada pela força Quds iraniana", mas pediu cautela às partes:

    "Um conflito posterior não faz parte dos nossos interesses", declarou.

    O Reino Unido estuda medidas para reforçar a segurança de seus 400 soldados estacionados no Iraque, além do pessoal diplomático e civis. Bases militares do país no Oriente Médio teriam sido colocadas em estado de alerta.

    Secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Dominic Raab, em Downing Street, Londres, em dezembro de 2019 (foto de arquivo)
    © REUTERS / Hannah Mckay
    Secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Dominic Raab, em Downing Street, Londres, em dezembro de 2019 (foto de arquivo)

    Na sexta-feira (3), os EUA conduziram um ataque aéreo no aeroporto internacional de Bagdá que resultou na morte do major-general Qassam Soleimani, líder da força Quds. O ataque teria sido realizado em represália à invasão da Embaixada dos EUA por militantes xiitas, no dia 31 de dezembro de 2019.

    Mais:

    'Abaixo os EUA': como iranianos reagiram à morte do general Qassem Soleimani
    Detalhes sobre ataque contra general iraniano são revelados por mídia americana
    Não tenho o poderio bélico para opinar, diz Bolsonaro sobre crise EUA-Irã
    Tags:
    Irã, aliados, EUA, alerta, Reino Unido
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar