04:46 19 Outubro 2018
Ouvir Rádio
    Presidente dos EUA, Donald Trump, fala antes de assinar memorando presidencial impondo tarifas e restrições a investimentos na China.

    Este economista acredita que os EUA vão se arrepender de tarifas contra a China

    © AP Photo/ Evan Vucci
    Notícias
    URL curta
    5160

    Conforme avança a medida dos EUA de adotar uma postura mais dura com a China, economistas concordam que protecionismo dos EUA com as importações chinesas é um tiro no pé.

    Como a demanda do consumidor norte-americano não irá mudar e os preços de produtos importados devem subir, os Estados Unidos devem importar da China ou de países com preços mais altos, como Vietnã e Índia. Porém, o resultado será o mesmo, e os consumidores vão pagar amis caro por seus produtos. 

    "Os consumidores dos EUA arcarão com os custos das tarifas da administração Trump sobre as importações chinesas", disse Justin Yifu Lin, reitor do Instituto de Nova Economia Estrutural da Universidade de Pequim, em um artigo, conforme citado pela mídia chinesa Xinhua.

    Lin também afirmou que "a imposição politicamente motivada de altas tarifas norte-americanas sobre as importações da China iria contrariar a reciprocidade, contradizer o princípio do comércio ganha-ganha e colocar em risco os interesses dos eleitores dos EUA".

    Na quinta-feira (22), o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um memorando que pode impor tarifas de até 60 bilhões de dólares sobre as importações da China e restrições ao investimento chinês nos Estados Unidos.

    Em retaliação ao protecionismo dos  EUA, o Ministério do Comércio da China anunciou na semana passada que considera a suspensão de concessões tarifárias de 128 categorias de produtos dos EUA no valor de 3 bilhões de dólares.

    "Considerando que os EUA importam dezenas de milhares de produtos chineses, a China importa uma gama restrita de produtos dos EUA, como soja, milho, chips de computador e aviões. A imposição de tarifas mais altas pela China às importações dos EUA teria uma maior impacto sobre os produtores dos EUA do que vice-versa", concluiu Lin, segundo a agência Xinhua.

    Mais:

    China amplia com sucesso seu sistema de navegação global (FOTOS)
    Exército da China pretende defender interesses de Pequim e Moscou
    Opinião: China mostra que Coreia do Norte não é país pária
    Tags:
    guerra comercial, Ministério do Comércio da China, Justin Yifu Lin, Donald Trump, Estados Unidos, EUA, China
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik