15:42 22 Agosto 2017
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    Ânimos exaltados no julgamento do impeachment no senado

    Autor do pedido de impeachment de Collor analisa cenário do processo contra Dilma

    Marcelo Camargo/Agência Brasil
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    Impeachment no Senado (104)
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    "Ao contrário do que aconteceu com Fernando Collor de Mello, o julgamento do processo de impeachment de Dilma Rousseff está sendo marcado por ânimos muito acirrados", diz Marcelo Lavenère, ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

    O advogado e professor de Direito Marcelo Lavenère foi o autor, em caráter pessoal, do pedido de impeachment de Fernando Collor de Mello, em 1992, junto com o então presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Barbosa Lima Sobrinho, igualmente em caráter pessoal.

    Marcelo Lavenère, notando que apenas nos dois primeiros dias do julgamento do processo de Dilma Rousseff o Ministro Ricardo Lewandowski teve de pedir comedimento, por várias vezes, aos senadores, diz não ter mais dúvidas da inexistência de qualquer semelhança entre os dois processos e os dois distintos momentos políticos:

    "Trata-se de dois processos completamente diversos. O julgamento de Collor foi tranquilo. O de Dilma está sendo marcado por intolerância e radicalização, o que é totalmente descabido dentro de um ambiente elevado como o Senado Federal. O Ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal, está tendo de pedir contenção aos senadores a todo momento, o que é totalmente descabido."

    Para o Dr. Marcelo Lavenère, o processo de impedimento da Presidente Dilma Rousseff é improcedente:

    "Não há razões de Direito para que a presidente seja afastada. Tenho estado em várias oportunidades com a presidente e vejo que ela continua muito tenaz, firme e decidida, absolutamente convicta de sua inocência. E assim deve se manter."

    Porém, para Lavenère, a presença de Dilma Rousseff no Plenário do Senado na próxima segunda-feira, 29, em nada influenciará a posição dos senadores, que já possuem opinião formada sobre o processo:

    "Se você me perguntar se ainda há algum senador ou senadora indeciso ou sem saber como vai votar, eu serei obrigado a pensar como deverei responder. Porque, a esta altura, todos os juízos estão mais do que formados e firmados."       

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    processo, senadores, impeachment, Supremo Tribunal Federal (STF), Senado Federal, Fernando Collor de Mello, Ricardo Lewandowski, Marcelo Lavenère, Dilma Rousseff, Brasília, Brasil
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