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    China diversifica investimentos de bilhões de dólares no Brasil

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    Em maio de 2015, o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, esteve no Brasil à frente de uma missão empresarial, anunciando investimentos de US$ 53 bilhões no país – na ocasião, uma das maiores fatias do bolo de US$ 250 bilhões que os chineses haviam destinado à América Latina.

    Notícias mais recentes dão conta de ser crescente o interesse da China pelo Brasil. De janeiro a julho de 2016, o Brasil recebeu da China mais de US$ 10,6 bilhões. E, como tem sido uma característica, o interesse dos chineses se concentra em empresas de produção e geração de energia e naquelas ligadas aos setores de infraestrutura.

    O economista Roberto Fendt, secretário-executivo do Conselho Empresarial Brasil-China, confirma este objetivo por parte da China, não só no Brasil mas também em escala global:

    “Há um interesse muito grande por parte das empresas da China de investir no exterior e não apenas no Brasil. No Brasil, estes investimentos começaram por englobar diversos interesses e com o passar do tempo passaram a priorizar setores específicos que atendem à demanda chinesa.”

    Ainda nas palavras de Fendt, “a China é um país que depende, fortemente, da importação de alimentos. Então, há um interesse muito grande dos chineses em investir no agronegócio brasileiro. Mas isso não é tudo, e a China percebeu que, no caso do Brasil, também se mostrou interessante voltar-se para os projetos de infraestrutura, de forma a escoar a produção agrícola brasileira exportada para o país. Mais recentemente, os grandes investimentos também passaram a se concentrar na área de energia elétrica, tanto de transmissão como de geração.”

    No entanto, também de acordo com o secretário-executivo do Conselho Empresarial Brasil-China, os investimentos chineses no Brasil estão indo além destes dois setores:

    “A atividade bancária acompanha o comércio. Em função disso, já há uma grande participação de bancos chineses em bancos brasileiros. Mais recentemente, algumas organizações bancárias da China instalaram filiais no Brasil. Então, é uma carteira de investimentos muito ampliada, de grande interesse tanto para a China quanto para o Brasil, especialmente num momento em que grandes investimentos tanto públicos quanto privados estão escassos no Brasil.”   

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    Tags:
    geração de energia, energia elétrica, energia, importação, investimentos, exportação, Conselho Empresarial Brasil-China, Roberto Fendt, China, Brasil
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