05:54 22 Fevereiro 2018
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    Senador Telmário Mota - PDT/RR
    Marcos Oliveira/Agência Senado

    Senador Telmário Mota: 'Congresso colocou uma armadilha para Dilma'

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    O Senador Telmário Mota (PDT-RR) está convencido de que é possível reverter o cenário desfavorável à presidente afastada Dilma Rousseff quando do seu julgamento definitivo pelo Senado Federal, no final de agosto.

    Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, o parlamentar por Roraima, forte aliado da presidente, disse que Dilma está sendo julgada por questões meramente políticas, pois juridicamente ela não cometeu crime algum.

    Para Telmário Mota, Dilma Rousseff está tendo seu mandato sacrificado por políticos que respondem à Justiça pelas acusações de terem cometido crimes, pessoas que contrariam o modo de Dilma de fazer política. 

    "É uma tristeza vermos a Presidente Dilma ser julgada nesta Casa quando 1/3 dos senadores está envolvido em crimes e ela não está envolvida em nenhum", argumenta o senador do PDT.

    Telmário Mota acrescenta:

    "Os três decretos que foram acatados contra ela e as chamadas pedaladas foram caracterizados ao longo do tempo como não sendo crimes de responsabilidade. As pedaladas passaram pelo corpo técnico, não tiveram a digital da presidente, os decretos foram com base na LDO – Lei das Diretrizes Orçamentárias, que permitiu que eles fossem feitos, mesmo que ela tivesse emitido esses decretos sem autorização do Congresso. Este, no final do ano, anistiou todos os créditos que ela fez, e é ele quem tem o poder de mexer."

    Nas palavras do Senador Telmário Mota, "o Congresso colocou uma armadilha para ela. O que estamos vendo são pessoas que usaram o Governo de Dilma – ex-ministros, ex-secretários, ex-aliados, partidos aliados, ou seja, uma minoria temporária – resolvendo dar um golpe na democracia brasileira. O golpe hoje está mais moderno, não é preciso usar os militares, não é preciso usar armas, basta reunir uma minoria provisória e descontente, como é, por exemplo, o PSDB".

    E o senador do PDT de Roraima conclui:

    "O relator que colocaram, o Antônio Anastasia, é do PSDB. Quem entrou com essas ações foi um advogado coordenador nacional do PSDB, juntamente com uma moça que ganhou R$ 45 mil para fazer essa petição. Ninguém fez voluntariamente, como a lei prevê. A Lei 1.079, de 1950, prevê que seja um ato voluntário novo."

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    Tags:
    pedalada fiscal, crime de responsabilidade, armadilha, golpe, impeachment, PDT, PSDB, Congresso Nacional do Brasil, Antonio Anastasia, Telmário Mota, Dilma Rousseff, Roraima, Brasília, Brasil
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