15:00 05 Dezembro 2020
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    Força militar especial vai enfrentar as ‘missões impossíveis’ na Rio 2016

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    Mais de de 40 mil militares vão atuar na segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016, e deste efetivo 22.850 homens e mulheres estão designados para atuar no Rio. Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, o General de Exército Gerson Menandro, chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, revela como eles atuarão.

    "Nos Jogos Olímpicos, nós temos a principal sede, que é o Rio de Janeiro, que concentra quase todas as modalidades esportivas, mas também temos cinco outras sedes, do futebol: Manaus, Brasília, São Paulo, Salvador e Belo Horizonte”, diz o General Menandro. “Em todas estas seis cidades teremos 41 mil militares. É interessante destacar também que temos um efetivo de 47 mil integrantes das forças públicas de segurança (entre civis e militares) em todo Brasil."

    De acordo com o chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, os militares estão prontos para iniciar as tarefas de segurança, e a população verá as Forças Armadas nas ruas respeitando os seus deslocamentos e sem causar qualquer embaraço à sua livre circulação.

    O militar também confirmou que 100 países estão participando diretamente das atividades de informação, cujas operações ficarão concentradas no CISE – Centro de Inteligência de Serviços Estrangeiros. O novo órgão, inédito em toda a história da realização das Olimpíadas, está baseado no Rio de Janeiro. De acordo com o General Gerson Menandro, o trabalho efetivo de Inteligência e Informação exige compartilhamento por parte da comunidade internacional, e é exatamente o que está acontecendo no Brasil.

    Os militares estarão distribuídos pelos espaços públicos e pelos locais de competições, e atuarão em conjunto com as forças locais de segurança, no caso, as Polícias Civil e Militar, além de contar com o apoio do Corpo de Bombeiros e, ainda, das Polícias Federal e Rodoviária Federal. As competências específicas dos militares foram destacadas pelo General Gerson Menandro:

    "Basicamente, os órgãos de Segurança Pública (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Polícia Civil) vão exercer as suas funções rotineiras, funções para as quais têm destinação constitucional. Já as Forças Armadas, nesta situação dos Jogos Olímpicos, têm alguns eixos específicos de atuação, que são os seguintes: defesa cibernética, fiscalização de explosivos, controle do tráfego aéreo e da defesa aérea, logística e movimentação, combate ao terrorismo e segurança de estruturas estratégicas, que são as estruturas ligadas às telecomunicações, informática, transporte e energia. A interrupção do funcionamento destas estruturas poderá prejudicar a realização dos Jogos e, por isso, vamos ter um efetivo bem grande que vai atuar como Força de Contingência."

    O General Gerson Menandro conclui:

    “Esta Força de Contingência entrará em ação caso os órgãos de Segurança Pública enfrentem alguma situação que esgote sua capacidade de enfrentamento. Nós teremos então um efetivo muito potente em condições de reforçar estes órgãos. Para isso, a Força de Contingência já reconheceu, treinou e ensaiou em todos os locais possíveis e está apta a ser empregada.” 

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    Tags:
    Jogos Olímpicos, forças armadas, segurança, Polícia Civil, Polícia Militar, Rio-2016, Polícia Federal, Ministério da Defesa, Rio de Janeiro, Brasil
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