14:53 06 Dezembro 2019
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    Exercício anti-terrorismo de forças especiais brasileiras
    Gilberto Alves/Ministerio da Defesa

    Fundador do Bope: Problemas financeiros não vão afetar segurança dos Jogos

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    O estado de calamidade pública decretado pelo governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, não prejudicará o esquema de segurança montado para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

    Esta é a opinião do comentarista de Segurança Pública Paulo César Amêndola, fundador do Bope, Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar. Para ele, “Brasília dará as mãos ao Estado do Rio, pois, em última análise, é o Governo Federal quem assume a principal responsabilidade pela segurança do evento. Segurança policial, militar e de serviços em geral. Em termos de segurança pública, o esquema é monumental e bem superior ao da Copa do Mundo de 2014. Tem tudo para dar muito certo”.

    O Coronel Amêndola destaca:

    “Ameaças de ocorrências de terrorismo, isso já é sabido. A própria Abin já deu declaração dizendo que há alguma possibilidade. Entretanto, por outro lado, temos que estar bastante otimistas porque o planejamento feito inicialmente e bastante antecipado para a segurança das Olimpíadas está muito bem montado. O envolvimento das forças de segurança pública, nos níveis federal, estadual e municipal, foi muito bem articulado, muito bem feito. Eu tenho certeza de que esses órgãos vão dar uma bela resposta na proteção desse grande evento, que está sendo esperado com muita ansiedade pela população brasileira, apesar dos problemas orçamentários e financeiros pelos quais o Estado está passando. Os recursos já haviam sido alocados anteriormente, e por isso não será prejudicado o desempenho das forças de segurança.”

    O diretor da Anistia Internacional para o Brasil, Átila Roque, observa, porém, que “as autoridades precisam estar atentas para o fato de que decretar estado de calamidade pública para as finanças do Estado do Rio de Janeiro não significa que tenha de ser posta em prática uma política de supressão de direitos. A crise financeira não pode servir de pretexto para qualquer afrouxamento na política de segurança pública e na prestação de serviços, direitos essenciais da população”.  

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    Tags:
    Olimpíadas, Jogos Olímpicos, segurança, BOPE, Rio-2016, Átila Roque, Paulo César Amêndola, Rio de Janeiro, Brasil
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