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    O Senado está votando nesta quarta-feira, 11, a admissibilidade do processo de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, aprovado na sessão da Câmara dos Deputados de 17 de abril por 367 votos a favor, 137 contra, 7 abstenções e 2 ausências.

    A provável aprovação do pedido de impeachment da presidente Dilma no Senado é um desrespeito a Constituição e não possui qualquer fundamento legal, uma vez que não foi caracterizado crime de responsabilidade fiscal por parte da presidente, segundo Leonardo Péricles, membro da coordenação nacional do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MBL).

    Segundo Péricles, o que o Brasil assiste nesta quarta-feira é um jogo de cartas marcadas com final previsível.

    “Na prática, não se pretende combater a corrupção. Levantamentos publicados na imprensa mostram que mais de 60% dos senadores que estão na sessão de hoje respondem a processos por corrupção. Este é mais um jogo político das elites que mandam e desmandam no país desde que o Brasil é Brasil.”

    O coordenador do MBL acusa as elites de terem promovido o que chama de farsa política e de continuarem a buscar o aumento de seus privilégios.

    “Não se contentaram com o pagamento gigantesco da dívida externa, querem a ampliação de seus direitos e apoiam os projetos do PMDB, que vão retirar direitos dos trabalhadores e golpear mais uma vez a sociedade e os movimentos sociais. A coisa está dada do ponto de vista institucional, mas os movimentos sociais vão ganhar força.”

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    Tags:
    trabalhadores, movimentos sociais, Senado Federal, impeachment, Senado, Brasília
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