21:44 11 Julho 2020
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    Em visita ao Brasil nesta quinta-feira, 28, para prestar solidariedade à Presidenta Dilma Rousseff em relação ao processo de impeachment, o Prêmio Nobel da Paz de 1980 Adolfo Pérez Esquivel fez um breve pronunciamento em sessão no Plenário do Senado Federal, gerando protestos por parte dos parlamentares da oposição.

    O ativista argentino disse que o que está acontecendo no Brasil é a preparação de um golpe de Estado.

    Esquivel comparou o impeachment de Dilma com os processos que aconteceram em Honduras, em 2009, contra Manuel Zelaya, e no Paraguai, em 2012, contra Fernando Lugo. Naqueles países, segundo ele, também foram utilizados os meios de comunicação para desacreditar os presidentes e depois derrubá-los.

    “Está muito claro que o que está se preparando aqui é um golpe de Estado. Encoberto, e que nós chamamos de golpe brando, como já aconteceu em outros países do continente, como Honduras e Paraguai.”

    Ainda de acordo com o Prêmio Nobel da Paz, se o impeachment for aprovado isso vai significar um retrocesso não só para o Brasil mas também para toda a América Latina.

    Adolfo Pérez Esquivel disse ainda aos parlamentares que espera que o Senado tenha a melhor decisão sobre o impeachment, “para o bem da democracia e da vida do povo do Brasil”.

    Diante dos protestos da oposição após o argentino pronunciar a palavra “golpe”, o presidente da sessão, Senador Paulo Paim (PT-RS), desculpou-se, dizendo que só concedeu a palavra a Esquivel porque ele queria fazer “uma saudação de paz aos senadores”.

    A reação dos parlamentares da oposição foi imediata, lembrando a Paim que em uma sessão extraordinária da Casa somente senadores têm direito a falar, e que o presidente não deveria ter aberto exceção.

    Após muita confusão, o Senador Athaides Oliveira (PSDB-TO) solicitou que todo o discurso do argentino fosse retirado da ata do dia do Senado, no que foi atendido.

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    Tags:
    não vai ter golpe, impeachment, golpe de Estado, Nobel da Paz, PSDB, PT, Senado Federal, Fernando Lugo, Paulo Paim, Dilma Rousseff, Adolfo Pérez Esquivel, Brasília, Brasil
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