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Dilma: Reforma ministerial só depois da votação do impeachment

REPORTAGEM DILMA REFORMA 2 DE 05-04-16
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Ao conhecer, em Brasília, o novo avião cargueiro KC-390, projetado pela Força Aérea Brasileira e construído pela Embraer com a participação de Argentina, Portugal e República Tcheca, a Presidenta Dilma Rousseff falou sobre a situação política atual do Brasil.

Sobre as tão especuladas alterações nos Ministérios, Dilma afirmou que nada vai ser modificado enquanto não ocorrer a votação do processo de impeachment na Câmara dos Deputados. “O Palácio do Planalto não está pretendendo transformar qualquer reestruturação ministerial antes de qualquer processo de votação na Câmara. Nós não iremos mexer em nada atualmente.”

A respeito de uma possível troca no MEC – Ministério da Educação, hoje comandado por Aloizio Mercadante, a presidente afirmou que o MEC não está em questão e aproveitou para criticar o jornalismo especulativo, do qual segundo ela, tem sido vítima, e que tem ajudado a gerar um clima de instabilidade no país, com falsas notícias.

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“As especulações que fazem sobre Ministérios, sobre mudanças no Governo, são absolutamente isso que eu disse – especulações. Sem base na verdade, sem consulta ao Palácio, isso não é bom jornalismo. Isso é um jornalismo especulativo, que cria no país um tipo de clima e instabilidade extremamente nocivo, transformando factoides em realidades. Eu lamento muito. Isso tem ido desde a minha saúde até a mudanças na estrutura de Governo. Por favor, a gente tem que se pautar por um grande realismo, e o realismo significa notícias verídicas.”

A presidente ainda comentou o processo de impeachment e a defesa realizada pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, com a qual disse ter concordado plenamente. Dilma voltou a criticar a oposição ao colocar a questão das chamadas pedaladas fiscais como o motivo para o impeachment. Para ela, isso é golpe.

“Acho lamentável essa questão em relação aos decretos, como a questão das chamadas pedaladas fiscais. Acho que qualquer tentativa de transformar isso em motivo de impeachment é golpe, porque não tem base legal. Foi de forma inequívoca e circunstanciada demostrada pelo Ministro José Eduardo Cardozo.”

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Dilma Rousseff falou também sobre o fato de a imprensa internacional estampar na capa a crise política do Brasil, como fez na segunda-feira, 4, o jornal “The New York Times”. A presidente reafirmou que, sem estabilidade política, o Brasil não tem como voltar a crescer economicamente, e assim voltar a gerar emprego e novas oportunidades de negócios para o país.

“Todos aqueles que apostam na instabilidade apostam no quanto pior melhor, criam uma situação bastante difícil para o país. Não é porque o “New York Times” botou na capa que isso é um problema. É um problema porque todo mundo sabe que sem estabilidade política não se tem crescimento econômico, recuperação da economia, não se tem basicamente a volta do crescimento com geração de emprego e manutenção, e os novos caminhos e oportunidades que precisam se abrir para a população brasileira. Não é uma questão de estar ou não na capa do New York Times – essa seria da nossa parte uma visão um pouco colonial –, é porque isso prejudica o país internamente, não externamente. Se extravasou para o mundo, é porque aqui nós estamos numa situação que não é correta. É aquela situação em que a oposição desde o dia que eu assumi criou todo tipo de instabilidade, uma quantidade enorme de pautas-bomba.”

José Eduardo Cardozo, advogado-geral da União, defende Dilma e diz que impeachment é vingança de Eduardo Cunha - Sputnik Brasil
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Advogado-geral da União defende Dilma e diz que impeachment é vingança de Eduardo Cunha

Nesta terça-feira, o Ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello determinou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), receba o pedido de impeachment contra o Vice-Presidente Michel Temer e o encaminhe para apreciação de uma comissão especial a ser formada na Câmara dos Deputados. A medida atende ao pedido do advogado Mariel Márley Marra, de Minas Gerais, que pediu ao Supremo que questione a decisão de Eduardo Cunha, que arquivou a denúncia do advogado contra Michel Temer, no final do ano passado. Na ocasião, Cunha entendeu que não havia indício de crime de responsabilidade por parte do vice-presidente.

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