Manifestação de mulheres contra Bolsonaro na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro.

Diretor de faculdade no RJ retira bandeira antifascista após ordem do TRE

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Atendendo a determinação da Justiça Eleitoral, o diretor da faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), Wilson Madeira Filho, determinou na noite desta quinta-feira (25) a retirada da bandeira Direito UFF Antifascista da fachada do prédio.

A informação foi divulgada pelo diretor em mensagem postada no seu perfil do Facebook por volta das 22h.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), secção do Rio de Janeiro, emitiu nota de protesto também nesta noite acusando a Justiça Eleitoral de censurar a livre expressão de estudantes e professores da faculdade, além de agressão à autonomia universitária.

"A manifestação livre, não alinhada a candidatos e partidos, não pode ser confundida com propaganda eleitoral", diz a mensagem.

De acordo com o diretor Wilson Filho, a Justiça eleitoral teria considerado a manifestação dos estudantes como uma campanha negativa contra o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL). Segundo informações divulgadas nesta noite por sites noticiosos, a determinação de retirada da bandeira é da juíza Maria Aparecida da Costa Barros. As informações foram publicadas pela Agência Brasil.

Juíza alega que bandeira colocada na UFF é propaganda negativa contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL)
© Foto : Reprodução/Facebook
Juíza alega que bandeira colocada na UFF é propaganda negativa contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL)

Ela teria dado prazo até a meia-noite para cumprimento da decisão, sob pena de desobediência e responsabilização criminal do diretor.

"Decisão judicial do TRE nesta data (25/10) entendeu ser a bandeira e os eventos promovidos na Faculdade de Direito sob a expressão Anti-Fascismo alusivas enquanto campanha negativa ao presidenciável Jair Bolsonaro. Nesse sentido, determinei a retirada da bandeira e a ausência de novas manifestações", escreveu o professor.

Na decisão, a juíza alega que os dizeres seriam propaganda negativa contra Jair Bolsonaro (PSL). Ela cita que houve 12 denúncias por propaganda irregular no campus, e que os fiscais teriam encontrado panfletos, adesivos e cartazes, no Centro Acadêmico, com mensagens a favor do adversário do PT, Fernando Haddad, e que associariam Bolsonaro ao ódio e fascismo.

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