Chefe da missão da OEA visita locais de votação em Brasília. A comitiva busca observar o funcionamento das urnas, a organização do processo eleitoral e o acesso dos eleitores.

OEA elogia segurança de urnas eletrônicas brasileiras

© Foto : José Cruz/Agência Brasil
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O primeiro turno das eleições brasileiras foi bem-sucedido e a votação transcorreu tranquilamente. A avaliação foi feita nesta segunda-feira (8), em Brasília, por representantes da missão internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA) que acompanhou a votação.

A missão relatou o acompanhamento da instalação de urnas eletrônicas e da votação, que ocorreram tranquilamente e dentro do prazo. "Em nenhuma das 390 seções observadas pela missão foram registrados problemas com a urna eletrônica". A chefe da missão, a ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla, afirmou que eles tomaram conhecimento de denúncias, mas que eventuais problemas não tiraram a legitimidade dos resultados do pleito ontem.

"Não encontramos nas mesas que observamos, e foi uma amostra ampla, e nas reuniões que tivemos com atores chaves. Nenhum dado verificável que possa fazer supor que erros em uma escala que possa ter alterado o resultado eleitoral", avaliou a chefe da missão, Laura Chinchilla.

O diretor de Cooperação e Observação Eleitoral da OEA, Gerardo de Icaza, acrescentou que especialistas em análise de sistemas de informática de votações vêm acompanhando o tema das urnas eletrônicas desde o início do ano e não "viram nada". As informações foram publicadas pela Agência Brasil.

Ele destacou que, como as urnas não são interligadas, uma eventual fraude com potencial de afetar a eleição teria que ter um alcance alto. "O máximo de cada urna são 400 votos. Para mexer, com impacto, em milhões de votantes, você precisa ter uma operação manual, manipular mais ou menos 2.500 urnas e obter todos os votos dessas urnas. Isso não é fácil de esconder", exemplificou.

Tags:
eleições 2018, urnas eletrônicas, Organização dos Estados Americanos (OEA), Brasil
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